CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 50 anos apresenta cefaleia súbita e intensa, náuseas e rigidez de nuca. A tomografia mostra hemorragia subaracnoide. Qual é a conduta inicial mais indicada para este caso?
HSA aneurismática → Estabilização + TC → Angiografia → Exclusão precoce do aneurisma (clipping ou coiling).
O manejo inicial da HSA foca na prevenção do ressangramento, que é a complicação mais letal nas primeiras 24 horas. A intervenção definitiva para ocluir o aneurisma deve ser prioritária.
A hemorragia subaracnoide (HSA) não traumática é frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma sacular. A apresentação clássica é a 'pior cefaleia da vida'. O manejo exige unidade de terapia intensiva, controle rigoroso da pressão arterial (PAS < 160 mmHg antes da oclusão) e avaliação neurocirúrgica imediata para decidir entre clipagem microcirúrgica ou embolização endovascular.
Embora a Tomografia de Crânio seja o exame inicial para confirmar o sangramento, a Angiografia Cerebral por Cateterismo (Arteriografia) continua sendo o padrão-ouro para detalhar a anatomia do aneurisma e planejar o tratamento, seja por via endovascular (embolização) ou cirúrgica (clipagem).
O risco de ressangramento de um aneurisma roto é máximo nas primeiras 24 horas (cerca de 4-15%). Um segundo sangramento tem mortalidade superior a 70%. Portanto, a exclusão do aneurisma da circulação deve ser feita o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 24-48 horas.
O manejo do vasoespasmo inclui o uso de Nimodipino oral para todos os pacientes (melhora o desfecho neurológico) e a manutenção da euvolemia. O tratamento definitivo do aneurisma permite que a equipe médica maneje a pressão arterial com mais segurança para garantir a perfusão cerebral.
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