Hemorragias na Gestação: DPP, Placenta Prévia e Rotura Uterina

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022

Enunciado

Sobre as três principais causas de hemorragias de segunda metade da gestação, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) No descolamento prematuro de placenta pode ser encontrada a “síndrome de Bandl-Frommel”.
  2. B) Muitas vezes, pode ser difícil diferenciar o DPP de rotura uterina, pois as duas patologias podem cursar com dor intensa, sangramento vaginal e sofrimento fetal. Nesses casos, a ultrassonografia deve ser realizada no diagnóstico diferencial.
  3. C) Nos casos de DPP, placenta prévia e rotura uterina, a conduta é sempre resolutiva, independentemente da idade gestacional.
  4. D) A vitalidade fetal está comprometida no DPP e rotura uterina, porém, nas três situações, há risco de complicações maternas, podendo levar à histerectomia e alta morbimortalidade.
  5. E) Na rotura uterina consumada é observada a subida da apresentação fetal e alívio das dores maternas, o que melhora o prognóstico fetal.

Pérola Clínica

DPP e rotura uterina comprometem vitalidade fetal; todas as 3 (DPP, PP, RU) têm alto risco materno e podem levar à histerectomia.

Resumo-Chave

As hemorragias da segunda metade da gestação (DPP, placenta prévia, rotura uterina) são emergências obstétricas graves. Enquanto DPP e rotura uterina frequentemente cursam com comprometimento fetal agudo devido à hipóxia, a placenta prévia, embora menos comum em sofrimento fetal direto, pode levar a hemorragia maciça materna. Todas as três condições representam alto risco de morbimortalidade materna, com potencial necessidade de histerectomia.

Contexto Educacional

As hemorragias da segunda metade da gestação representam emergências obstétricas de alta gravidade, sendo as principais causas o descolamento prematuro de placenta (DPP), a placenta prévia e a rotura uterina. O reconhecimento precoce e a conduta imediata são cruciais para a sobrevivência materno-fetal, exigindo do residente um conhecimento aprofundado da fisiopatologia e manejo de cada condição. O Descolamento Prematuro de Placenta (DPP) e a Rotura Uterina são condições que frequentemente levam a um comprometimento agudo e grave da vitalidade fetal, devido à interrupção abrupta do fluxo sanguíneo uteroplacentário e à hipóxia fetal. A Placenta Prévia, por sua vez, embora tipicamente associada a sangramento indolor e menos frequentemente a sofrimento fetal agudo direto, impõe um risco significativo de hemorragia maciça e choque hipovolêmico materno, especialmente durante o trabalho de parto ou cesariana. Em todas as três situações, o risco de complicações maternas é elevado, incluindo coagulopatia, insuficiência renal aguda, necessidade de transfusões maciças e, em muitos casos, a histerectomia de emergência para controle do sangramento, o que contribui para uma alta morbimortalidade. A diferenciação clínica, embora desafiadora, e a rápida intervenção são pilares do manejo, com a ultrassonografia desempenhando um papel auxiliar, mas a decisão de conduta muitas vezes é clínica e baseada na estabilidade hemodinâmica materna e na vitalidade fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças clínicas entre DPP, placenta prévia e rotura uterina?

O DPP cursa com sangramento vaginal escuro, dor abdominal intensa e útero hipertrônico. A placenta prévia apresenta sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e útero relaxado. A rotura uterina manifesta-se com dor súbita e intensa, sangramento vaginal variável, perda da apresentação fetal e deterioração do estado materno/fetal.

Por que a vitalidade fetal é mais comprometida no DPP e rotura uterina?

No DPP, há separação da placenta da parede uterina, comprometendo a troca gasosa e nutricional. Na rotura uterina, há interrupção do fluxo sanguíneo uteroplacentário e, muitas vezes, expulsão fetal para a cavidade abdominal, levando a hipóxia e morte fetal rápida.

Quais são as complicações maternas mais graves das hemorragias obstétricas?

As complicações maternas mais graves incluem choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo (especialmente no DPP grave), insuficiência renal aguda, síndrome de Sheehan, necessidade de transfusão maciça, histerectomia de emergência e, em casos extremos, óbito materno.

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