Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015
Após o parto vaginal, podem ocorrer hemorragias, definidas como perda sanguínea suficiente para causar instabilidade hemodinâmica nas puérperas, ocorrendo em cerca de 4% dos casos. Qual das afirmações abaixo é CORRETA no que se relaciona a esses casos?
Hemorragia puerperal: Multiparidade, gemelaridade, polidrâmnia, macrossomia, cesárea prévia, TP/dequitação prolongados = Fatores de risco.
A hemorragia puerperal é uma complicação grave do pós-parto, sendo a atonia uterina a causa mais comum. Conhecer os fatores de risco, como multiparidade, gestações múltiplas e macrossomia fetal, é crucial para identificar pacientes de alto risco e implementar medidas preventivas e de manejo precoce.
A hemorragia puerperal é definida como a perda sanguínea suficiente para causar instabilidade hemodinâmica na puérpera, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. Embora a atonia uterina seja a causa mais frequente, correspondendo a cerca de 70-80% dos casos, outras etiologias incluem trauma do canal de parto, retenção de restos placentários e coagulopatias. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico materno. Diversos fatores de risco predispõem à hemorragia puerperal, especialmente à atonia uterina. Entre eles, destacam-se a multiparidade (devido à fadiga miometrial), gestações múltiplas (gemelaridade), polidrâmnia e macrossomia fetal, que levam à sobredistensão uterina. Outros fatores incluem trabalho de parto prolongado, dequitação prolongada, corioamnionite, uso excessivo de ocitocina durante o trabalho de parto e história prévia de hemorragia pós-parto ou cesárea. O manejo da hemorragia puerperal envolve uma abordagem multidisciplinar e rápida, focando na identificação da causa e na intervenção imediata. A profilaxia ativa do terceiro estágio do trabalho de parto com ocitocina é uma medida eficaz para reduzir a incidência. Para o tratamento, além da ocitocina, podem ser utilizados outros uterotônicos como metilergonovina, misoprostol e carboprost, além de medidas de suporte hemodinâmico, massagem uterina e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos.
As principais causas são as "4 Ts": Tônus (atonía uterina, a mais comum), Trauma (lacerações, rotura uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).
A multiparidade e a macrossomia fetal aumentam o risco de atonia uterina devido à sobredistensão do útero, que compromete sua capacidade de contração eficaz após o parto.
A ocitocina é o uterotônico de primeira linha para a prevenção e tratamento da atonia uterina, promovendo a contração do miométrio e a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo