Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
A sutura de B-Lynch é realizada para tratamento de:
Sutura de B-Lynch → tratamento conservador de hemorragia puerperal por atonia uterina.
A sutura de B-Lynch é uma técnica cirúrgica conservadora utilizada para controlar a hemorragia puerperal grave causada por atonia uterina, aplicando compressão mecânica ao útero. É uma alternativa à histerectomia em casos refratários a medidas clínicas e farmacológicas.
A hemorragia puerperal é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. A atonia uterina, a incapacidade do útero de contrair-se adequadamente após a dequitação da placenta, é a causa mais comum, respondendo por cerca de 70-80% dos casos. O manejo inicial envolve massagem uterina e administração de agentes uterotônicos, como ocitocina, metilergonovina e misoprostol. Quando as medidas clínicas e farmacológicas falham em controlar a atonia uterina e a hemorragia persiste, intervenções cirúrgicas conservadoras podem ser necessárias para evitar a histerectomia. A sutura de B-Lynch é uma técnica de compressão uterina desenvolvida para esse fim. Ela envolve a passagem de suturas longitudinais através do útero, de um lado para o outro, comprimindo o órgão e promovendo a hemostasia. Esta técnica tem se mostrado eficaz em muitos casos, preservando o útero e a fertilidade futura da paciente. A sutura de B-Lynch é uma ferramenta valiosa no arsenal do obstetra para o manejo da hemorragia puerperal refratária à atonia uterina. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com a técnica e saibam quando indicá-la, como parte de um protocolo abrangente de manejo da hemorragia pós-parto. A decisão de realizar a sutura de B-Lynch deve ser rápida e baseada na avaliação contínua da condição da paciente e da resposta às intervenções iniciais, visando sempre a segurança materna.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia puerperal, respondendo por cerca de 70-80% dos casos, caracterizada pela falha do útero em contrair-se adequadamente após o parto.
É indicada para o controle da hemorragia puerperal grave por atonia uterina que não respondeu às medidas conservadoras iniciais, como massagem uterina e uso de uterotônicos.
Outras alternativas incluem o uso de balão intrauterino (ex: Bakri), embolização arterial uterina e, como último recurso, a histerectomia puerperal.
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