UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
A hemorragia puerperal é a segunda causa de morte materna no Brasil, estando atrás apenas dos distúrbios hipertensivos. Entre as causas para hemorragia pós-parto, a principal é:
Hemorragia puerperal: Atonia uterina é a principal causa (70-80%).
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto, responsável por 70-80% dos casos. É crucial reconhecer e tratar rapidamente essa condição para prevenir a morbimortalidade materna.
A hemorragia puerperal é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente e no Brasil, sendo superada apenas pelos distúrbios hipertensivos. Definida como perda sanguínea acumulada de 500 mL ou mais após parto vaginal ou 1000 mL ou mais após cesariana, sua identificação e manejo rápidos são cruciais para a sobrevivência materna. A principal causa de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, responsável por cerca de 70-80% dos casos. Após a dequitação da placenta, as fibras miometriais devem contrair-se para ocluir os vasos espiralados abertos no sítio placentário. Quando essa contração é ineficaz, o útero permanece flácido e o sangramento persiste. Outras causas importantes incluem trauma do canal de parto (lacerações), retenção de restos placentários e distúrbios da coagulação. O manejo da atonia uterina é emergencial e envolve medidas como massagem uterina bimanual, administração de uterotônicos (ocitocina, misoprostol, metilergonovina), e em casos refratários, balão intrauterino, suturas compressivas ou, como último recurso, histerectomia. A prevenção e o reconhecimento precoce dos fatores de risco, como sobredistensão uterina, trabalho de parto prolongado ou rápido, e multiparidade, são fundamentais para reduzir a incidência e a gravidade da hemorragia puerperal.
As causas são classicamente lembradas pelos '4 T's': Tônus (atonía uterina), Trauma (lacerações), Tecido (restos placentários) e Trombina (coagulopatias). A atonia uterina é a mais comum.
Após o parto, o útero deve contrair-se para comprimir os vasos sanguíneos abertos no leito placentário. Na atonia, essa contração é insuficiente, levando a sangramento excessivo e contínuo.
A conduta inicial inclui massagem uterina vigorosa e administração de uterotônicos, como ocitocina, para promover a contração uterina e controlar o sangramento. A avaliação rápida da causa é fundamental.
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