Atonia Uterina: Causa e Manejo da Hemorragia Puerperal

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2016

Enunciado

Multigesta, 33 anos, sem doenças ou intercorrências no pré-natal, é admitida ao pré-parto em fase ativa do trabalho de parto. O período de dilatação evoluiu sem distócias. A corioamniorrexe ocorreu com dilatação total. O nascimento de um recém-nascido de 4.100 gramas ocorreu após 3 horas de período expulsivo, por meio da aplicação de fórcipe de alívio. A dequitação placentária ocorreu 20 minutos após a realização do manejo ativo do terceiro período. Na sequência, a paciente apresentou sangramento genital de grande volume, associado a tonturas e muita náusea. Ao exame a paciente estava em regular estado geral, confusa, descorada +2/+4, com pressão arterial de 80 x 40 mmHg e pulso fino de 130 bpm. O fundo uterino estava acima da cicatriz umbilical.Qual alternativa apresenta a causa mais provável da hemorragia puerperal e as condutas que devem ser instituídas imediatamente?

Alternativas

  1. A) Atonia uterina; reposição de volume com cristaloides, massagem uterina bimanual e ocitocina via endovenosa.
  2. B) Distúrbio de coagulação; transfusão de plasma, infusão de fator VIII ativado e administração de misoprostol via retal.
  3. C) Restos placentários; transfusão de hemoderivados, curagem uterina e administração de ocitocina via endovenosa.
  4. D) Laceração de trajeto; reposição de volume com cristlóides, sutura de lacerações e metilergonovina via intramuscular.

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