HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
Uma puérpera no 10° dia de pós-parto procura o pronto-socorro com hemorragia genital. A causa mais provável é por
Hemorragia pós-parto tardia (>24h até 6 semanas) → principal causa são restos placentários retidos.
A hemorragia pós-parto tardia, que ocorre após 24 horas do parto até 6 semanas, tem como principal etiologia a retenção de restos placentários ou membranas. Outras causas incluem infecção puerperal e subinvolução uterina, que frequentemente estão associadas à presença de restos.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. É classificada como primária (nas primeiras 24 horas pós-parto) ou secundária/tardia (após 24 horas até 6 semanas pós-parto). A HPP tardia, embora menos comum que a primária, exige atenção devido ao risco de complicações. A principal causa da hemorragia pós-parto tardia é a retenção de restos placentários ou membranas, que impedem a contração uterina adequada e a involução do sítio placentário. Outras causas incluem subinvolução uterina, infecção puerperal (endometrite), e condições mais raras como distúrbios de coagulação ou malformações arteriovenosas uterinas. O diagnóstico é clínico, com sangramento vaginal anormal, e confirmado por ultrassonografia. O tratamento visa a remoção dos restos placentários, geralmente por curetagem ou aspiração manual intrauterina (AMIU), e o controle da infecção, se presente, com antibioticoterapia. É crucial diferenciar da atonia uterina, que é a causa mais comum de HPP primária, para aplicar a conduta correta e evitar complicações graves como choque hipovolêmico e anemia severa.
As causas mais comuns de hemorragia pós-parto tardia incluem retenção de restos placentários, subinvolução uterina, infecção puerperal e, menos frequentemente, distúrbios de coagulação ou lesões do trato genital.
O diagnóstico de restos placentários retidos é feito pela história clínica de sangramento vaginal anormal no puerpério tardio, exame físico e ultrassonografia pélvica, que pode evidenciar material ecogênico na cavidade uterina.
A conduta inicial para hemorragia pós-parto tardia por restos placentários geralmente envolve a estabilização hemodinâmica da paciente e a remoção dos restos, que pode ser feita por curetagem uterina ou aspiração manual intrauterina (AMIU).
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