HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
A hemorragia pós-parto primária é a mais comum e em geral mais grave, haja vista que as grandes perdas volêmicas agudas ocorrem usualmente nas primeiras horas após o parto. São causas de hemorragia pós-parto primária, exceto:
As 4 "T's" da HPP primária: Tônus (atonia), Tecido (retenção), Trauma (lacerações), Trombina (coagulopatias). Endometrite é causa de HPP secundária.
A hemorragia pós-parto primária (HPP) ocorre nas primeiras 24 horas após o parto e suas principais causas são classicamente lembradas pelos "4 T's": Tônus (atonia uterina), Tecido (retenção de restos placentários), Trauma (lacerações do canal de parto) e Trombina (coagulopatias). Endometrite é uma causa de HPP secundária, que ocorre após 24 horas e até 6 semanas pós-parto.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. A HPP primária é a mais comum e grave, ocorrendo nas primeiras 24 horas após o parto. Suas causas são classicamente categorizadas pelos "4 T's": Tônus (atonia uterina, a mais frequente), Tecido (retenção de restos placentários ou coágulos), Trauma (lacerações do canal de parto, rotura uterina, inversão uterina, hematomas) e Trombina (coagulopatias preexistentes ou adquiridas). A atonia uterina, responsável por cerca de 70-80% dos casos de HPP primária, ocorre quando o útero não contrai adequadamente após a dequitação placentária, deixando os vasos sanguíneos abertos e sangrando. Outras causas importantes incluem a retenção de fragmentos placentários (incluindo acretismo placentário), que impede a contração uterina eficaz, e as lacerações do trato genital, que podem sangrar profusamente mesmo com o útero bem contraído. Distúrbios de coagulação, embora menos comuns, podem exacerbar qualquer sangramento. Para residentes, o reconhecimento rápido e o manejo eficaz da HPP primária são cruciais. É fundamental identificar a causa subjacente para direcionar o tratamento, que pode incluir massagem uterina, ocitócicos, remoção manual de placenta, sutura de lacerações ou, em casos extremos, histerectomia. A endometrite, por outro lado, é uma infecção uterina que geralmente se manifesta dias após o parto e é uma causa de HPP secundária, não primária, o que é um ponto importante de diferenciação.
As principais causas são a atonia uterina (mais comum), retenção de restos placentários, lacerações do canal de parto (colo, vagina, períneo) e distúrbios da coagulação (coagulopatias).
Atonia uterina é a incapacidade do útero de contrair-se adequadamente após o parto. A contração uterina é essencial para comprimir os vasos sanguíneos no leito placentário e prevenir o sangramento excessivo.
A HPP primária ocorre nas primeiras 24 horas após o parto, enquanto a HPP secundária ocorre após 24 horas e até 6 semanas pós-parto. As causas também diferem, com a endometrite sendo uma causa comum de HPP secundária.
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