Hemorragia Pós-Parto: Manejo Imediato da Atonia Uterina

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Vinte minutos após parto normal e dequitação adequada, paciente primípara apresenta intenso sangramento vaginal. Providencia-se acesso venoso calibroso e infusão endovenosa de fluidos e revisão do canal de parto, que não mostra lacerações. Deve-se realizar

Alternativas

  1. A) massagem uterina por laparotomia com sutura hemostática uterina, se necessário.
  2. B) ergotamina, ocitocina ou misoprostol por via endovenosa associados à compressão abdominovaginal do útero.
  3. C) compressão e massagem uterina, administração endovenosa de ocitocina, intramuscular de ergotamina ou retal de misoprostol.
  4. D) curetagem uterina fracionada, administração de misoprostol vaginal ou intramuscularou ocitocina intramuscular.
  5. E) ocitocina endovenosa e embolização de artérias uterinas.

Pérola Clínica

Hemorragia pós-parto por atonia uterina → massagem uterina + ocitocina IV + uterotônicos adicionais.

Resumo-Chave

Diante de hemorragia pós-parto precoce após dequitação adequada e exclusão de lacerações, a principal causa é a atonia uterina. O manejo inicial envolve medidas físicas (massagem e compressão uterina) e farmacológicas (ocitocina IV como primeira linha, seguida por outros uterotônicos como ergotamina IM ou misoprostol retal).

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna em todo o mundo. É definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. A HPP precoce, que ocorre nas primeiras 24 horas após o parto, é mais comumente causada pela atonia uterina. O manejo da atonia uterina requer uma abordagem rápida e multifacetada. Após a dequitação da placenta e a exclusão de lacerações do canal de parto, a prioridade é restaurar o tônus uterino. Isso envolve medidas não farmacológicas, como a massagem uterina vigorosa e a compressão bimanual do útero, que estimulam a contração miometrial. Concomitantemente, a terapia farmacológica deve ser iniciada imediatamente. A ocitocina endovenosa é o uterotônico de primeira linha, administrada em bolus e/ou infusão contínua. Se a ocitocina não for suficiente, outros agentes uterotônicos devem ser utilizados, como a metilergonovina (ergotamina) por via intramuscular (contraindicada em hipertensas) ou o misoprostol por via retal. A escolha da via e do medicamento depende da disponibilidade e das contraindicações da paciente. É crucial que os residentes dominem essa sequência de ações para garantir uma resposta eficaz e salvar vidas em uma emergência obstétrica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de hemorragia pós-parto precoce?

A principal causa de hemorragia pós-parto precoce (nas primeiras 24 horas) é a atonia uterina, responsável por cerca de 70-80% dos casos.

Quais são as primeiras medidas para atonia uterina?

As primeiras medidas incluem massagem uterina vigorosa, compressão bimanual do útero e administração de ocitocina endovenosa, além de acesso venoso e reposição volêmica.

Quando usar outros uterotônicos além da ocitocina?

Se a ocitocina não for suficiente para controlar o sangramento, outros uterotônicos como metilergonovina (ergotamina) intramuscular ou misoprostol retal devem ser administrados.

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