PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Durante o plantão em um hospital geral, o médico avalia uma puérpera que foi trazida por um taxista, acompanhada da irmã. O parto ocorreu em casa, há cerca de 25 minutos. O neonato pesou 4.230g, encontra-se bem e exibe um choro vigoroso. A mulher, aos 26 anos de idade é tercípara e informa que o primeiro parto foi por via vaginal e o segundo foi por cesariana, pois a criança estava assentada. O sangramento genital parece abundante e o cordão umbilical encontra-se visível no introito vaginal. Assinale a medida MAIS IMPORTANTE a ser tomada neste momento.
Sangramento pós-parto abundante + cordão visível → suspeitar inversão uterina ou atonia. NÃO tracionar cordão! Administrar ocitocina.
Diante de sangramento pós-parto abundante, especialmente após parto domiciliar e com cordão umbilical visível no introito, a principal suspeita é atonia uterina ou inversão uterina. A medida mais importante é a administração de ocitocina para contrair o útero, e NUNCA tracionar o cordão umbilical, pois isso pode agravar uma inversão uterina.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, nas primeiras 24 horas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. A atonia uterina é a causa mais frequente, mas outras etiologias incluem lacerações do trato genital, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação. O caso clínico apresenta uma puérpera tercípara com parto domiciliar recente e sangramento abundante, além de um neonato macrossômico (4.230g), um fator de risco para atonia uterina. A presença do cordão umbilical visível no introito vaginal levanta a suspeita de inversão uterina ou de placenta não dequitada. A conduta inicial deve ser rápida e eficaz. A medida mais importante neste cenário é a administração de ocitocina para estimular a contração uterina e controlar a atonia. É crucial evitar a tração do cordão umbilical, pois isso pode precipitar ou agravar uma inversão uterina, uma emergência que exige reposicionamento manual imediato. Após a estabilização inicial, a investigação da causa e o manejo específico devem ser realizados.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto, responsável por cerca de 70-80% dos casos, caracterizada pela falha do útero em contrair-se adequadamente após o parto.
A medida inicial mais importante é a administração de ocitocina por via intramuscular ou endovenosa, para promover a contração uterina e reduzir o sangramento, além de massagem uterina bimanual.
A tração do cordão umbilical é contraindicada em caso de sangramento abundante, pois pode causar ou agravar uma inversão uterina, uma complicação grave que necessita de reposicionamento manual imediato.
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