Fatores de Risco para Hemorragia Pós-Parto (HPP)

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026

Enunciado

De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, qual das condições a seguir é considerada fator de alto risco para hemorragia pós-parto imediata?

Alternativas

  1. A) Cesariana prévia.
  2. B) Corioamnionite.
  3. C) Placenta prévia.
  4. D) Macrossomia fetal.

Pérola Clínica

Placenta prévia = Fator de alto risco para Hemorragia Pós-Parto (HPP) imediata.

Resumo-Chave

A placenta prévia impede a contração efetiva do segmento inferior do útero após o descolamento, aumentando drasticamente o risco de atonia e sangramento incoercível.

Contexto Educacional

A Hemorragia Pós-Parto (HPP) continua sendo uma das principais causas de morte materna no Brasil e no mundo. O Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde estratifica os riscos para direcionar a vigilância no terceiro e quarto períodos do parto. A placenta prévia é um fator crítico, pois a anatomia do segmento inferior não favorece a hemostasia mecânica. O reconhecimento precoce desses fatores permite que a equipe esteja preparada com protocolos de manejo (como o 'Código Vermelho') e disponibilidade de hemoderivados, garantindo uma intervenção rápida em caso de atonia uterina ou lacerações.

Perguntas Frequentes

Por que a placenta prévia é um alto risco para HPP?

A placenta prévia ocorre quando a placenta se insere no segmento inferior do útero. Após o parto, essa região possui menos fibras musculares miometrais dispostas de forma a realizar a ligadura fisiológica dos vasos (globos de Pinard), facilitando a atonia e o sangramento profuso.

Quais são os outros fatores de risco para HPP?

Além da placenta prévia, destacam-se o descolamento prematuro de placenta (DPP), polidrâmnio, gestação múltipla, macrossomia fetal, trabalho de parto prolongado e corioamnionite. No entanto, a placenta prévia é classificada como um dos maiores preditores de gravidade.

Qual a conduta preventiva na HPP?

A principal medida preventiva é a administração de 10 UI de ocitocina por via intramuscular ou intravenosa lenta imediatamente após o desprendimento do ombro fetal ou nascimento, conforme preconizado pela OMS e Ministério da Saúde.

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