SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Com relação às medidas de prevenção e ao tratamento da hemorragia pós-parto (HPP), assinale a alternativa correta.
Metilergometrina é contraindicada em HPP para pacientes hipertensas devido ao risco de crise hipertensiva.
A metilergometrina, um alcaloide do ergot, é um potente uterotônico, mas seu uso é restrito em pacientes com hipertensão ou pré-eclâmpsia devido ao risco de vasoconstrição e elevação da pressão arterial, podendo precipitar eventos cardiovasculares graves.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. A prevenção é fundamental, e o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, com ocitocina profilática, é a medida mais eficaz. O diagnóstico da HPP é clínico, baseado na estimativa da perda sanguínea e nos sinais de choque. A fisiopatologia envolve as "4 T's": Tônus (atonía uterina, a causa mais comum), Trauma (lacerações), Tecido (retenção placentária) e Trombina (coagulopatias). A avaliação rápida da causa é crucial para direcionar o tratamento adequado. O tratamento da HPP é escalonado, começando com medidas não farmacológicas (massagem uterina, compressão bimanual) e uterotônicos (ocitocina, metilergometrina, misoprostol, carboprost). É vital conhecer as contraindicações de cada droga, como a metilergometrina em hipertensas. O ácido tranexâmico é um adjuvante importante. Em casos refratários, podem ser necessárias intervenções cirúrgicas ou radiológicas.
As principais medidas incluem o uso profilático de ocitocina após o parto, o clampeamento oportuno do cordão umbilical, a tração controlada do cordão e a massagem uterina após a dequitação placentária.
A metilergometrina é um vasoconstritor potente e pode causar um aumento significativo da pressão arterial, o que é perigoso em pacientes já hipertensas, podendo precipitar crises hipertensivas ou eventos cerebrovasculares.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico e é indicado no tratamento da HPP quando o sangramento persiste apesar do uso de uterotônicos, independentemente da causa específica, para reduzir a perda sanguínea.
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