UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2021
Paciente com 27 anos, após parto normal, apresenta hemorragia de grande volume, nos primeiros 30 minutos após a saída da placenta. A sequência correta para diagnóstico, por ordem crescente de frequência de ocorrência, consta na alternativa:
HPP: 4 Ts (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina). Atonia é a mais comum (70-80%).
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica. As 4 Ts (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina) representam as principais causas, sendo a atonia uterina a mais frequente (70-80% dos casos).
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. Define-se como perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana nas primeiras 24 horas. A HPP precoce, que ocorre nas primeiras 24 horas, é a mais comum e frequentemente relacionada a quatro categorias etiológicas, conhecidas como os '4 Ts': Tônus, Trauma, Tecido e Trombina. A fisiopatologia da HPP é dominada pela atonia uterina (Tônus), responsável por 70-80% dos casos, onde o útero não contrai adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos uterinos. O diagnóstico é clínico, com útero amolecido e sangramento profuso. Outras causas incluem lacerações do trato genital (Trauma), retenção de fragmentos placentários ou coágulos (Tecido) e coagulopatias preexistentes ou adquiridas (Trombina), que são menos frequentes, mas igualmente graves. O tratamento da HPP é sequencial e deve ser iniciado simultaneamente ao diagnóstico. A massagem uterina e a administração de uterotônicos (como ocitocina) são as primeiras linhas para atonia. A inspeção do canal de parto para lacerações e a revisão da cavidade uterina para restos placentários são cruciais. A avaliação da coagulação é reservada para casos refratários ou com fatores de risco. O prognóstico depende da rapidez e eficácia das intervenções, visando estabilizar a paciente e controlar o sangramento.
As 4 Ts são Tônus (atonía uterina, 70-80%), Trauma (lacerações, 20%), Tecido (retenção placentária, 5-10%) e Trombina (coagulopatias, <1%).
A conduta inicial para atonia uterina inclui massagem uterina bimanual, administração de ocitocina intravenosa e esvaziamento da bexiga. Outros uterotônicos podem ser considerados.
A diferenciação envolve a palpação do útero (flácido na atonia), inspeção do canal de parto (lacerações), revisão da cavidade uterina (restos placentários) e avaliação da coagulação (se houver suspeita ou falha das outras medidas).
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