UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Primípara, 34 anos de idade, pós-parto vaginal imediato, induzido com 38 semanas por pré-eclâmpsia, apresenta sangramento vaginal em moderada intensidade. Exame físico: corada, PA 100 x 60 mmHg, FC 110 bpm, sangramento vaginal moderado, útero amolecido na altura da cicatriz umbilical. Foi iniciada a administração de volume por via intravenosa em acesso calibroso, administrada ocitocina e realizada massagem uterina. As próximas medidas, para o melhor cuidado da paciente, incluem:
Atonia uterina refratária à ocitocina → misoprostol + balão intrauterino.
A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto. Após medidas iniciais como ocitocina e massagem uterina, a falha em controlar o sangramento exige a progressão para uterotônicos de segunda linha (misoprostol) e métodos mecânicos (balão intrauterino).
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável por cerca de 70-80% dos casos. O manejo rápido e escalonado é crucial para salvar vidas. A identificação precoce de fatores de risco, como pré-eclâmpsia e indução do parto, é importante. Após o diagnóstico de HPP por atonia, as medidas iniciais incluem massagem uterina bimanual e administração de ocitocina. Se o sangramento persistir, deve-se progredir para uterotônicos de segunda linha, como o misoprostol (via retal ou oral), e considerar métodos mecânicos como o balão intrauterino, que promove tamponamento e compressão dos vasos uterinos. A falha dessas medidas pode indicar a necessidade de intervenções cirúrgicas, como suturas de compressão uterina (ex: B-Lynch) ou, em último caso, histerectomia. A ergotamina é um uterotônico, mas possui contraindicações importantes, como hipertensão e pré-eclâmpsia, e o tamponamento com compressas não é uma prática recomendada devido ao risco de infecção e dificuldade de avaliação do sangramento.
As '4 T's': Tônus (atonia uterina, principal causa), Trauma (lacerações, rotura uterina), Tecido (retenção placentária) e Trombina (coagulopatias).
Massagem uterina vigorosa e administração de ocitocina intravenosa são as medidas iniciais para estimular a contração uterina.
O balão intrauterino é indicado quando a atonia uterina não responde aos uterotônicos de primeira e segunda linha, servindo como uma medida temporária para tamponamento mecânico enquanto se prepara para outras intervenções.
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