HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Quanto à hemorragia uterina pós-parto: I) As três causas mais comuns são atonia uterina, lacerações de tecidos maternos e retenção de fragmentos de placenta; II) A atonia uterina constitui 70% de todas as hemorragias do pós-parto; III) Coagulopatia, inversão uterina, ruptura uterina correspondem à 80% das hemorragias pós-parto.Estão corretas as afirmativas:
HPP: 4 Ts (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina). Atonia é a causa mais comum (~70%).
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica grave, e suas causas são classicamente categorizadas nos "4 Ts": Tônus (atonia uterina), Trauma (lacerações), Tecido (retenção placentária) e Trombina (coagulopatia). A atonia uterina é, de longe, a causa mais frequente, respondendo por cerca de 70-80% dos casos.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea de 500 mL ou mais após um parto vaginal, ou 1000 mL ou mais após um parto cesariano, dentro de 24 horas do nascimento. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento rápido e manejo eficaz. A compreensão de suas causas é fundamental para a prevenção e tratamento. As causas da HPP são classicamente agrupadas nos "4 Ts": Tônus (atonia uterina), Trauma (lacerações do colo, vagina ou períneo), Tecido (retenção de fragmentos placentários ou coágulos) e Trombina (coagulopatias preexistentes ou adquiridas). A atonia uterina é, de longe, a causa mais frequente, responsável por cerca de 70-80% dos casos de HPP. Lacerações e retenção de tecido placentário são as próximas causas mais comuns. Causas como inversão uterina e ruptura uterina são raras, mas extremamente graves. Embora a coagulopatia seja uma causa importante, ela é menos frequente que as três primeiras. Portanto, as afirmativas I e II estão corretas, enquanto a afirmativa III superestima a frequência das causas raras, tornando-a incorreta. O manejo da HPP envolve medidas de reanimação, identificação da causa e tratamento específico, que pode incluir massagem uterina, ocitócicos, exploração uterina e, em casos extremos, histerectomia.
As causas da HPP são categorizadas nos "4 Ts": Tônus (atonia uterina), Trauma (lacerações do trato genital), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias). Essa classificação auxilia na abordagem diagnóstica e terapêutica.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto, respondendo por aproximadamente 70% a 80% dos casos. Ela ocorre quando o útero não contrai adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário.
A diferenciação envolve exame físico detalhado: útero flácido sugere atonia; sangramento persistente com útero contraído sugere lacerações; inspeção da placenta e cavidade uterina para retenção de tecido; e avaliação de distúrbios de coagulação em casos refratários ou com fatores de risco.
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