SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Na propedêutica da hemorragia pós-parto, é importante estimar a perda sanguínea, ajudando no correto diagnóstico. Um desses métodos é a estimativa visual da perda sanguínea que é simples e rápida, porém é subjetiva e pode subestimar a hemorragia.Dessa forma, assinale a alternativa que representa a estimativa aproximada de perda sanguínea visual quando o lençol da cama da paciente apresenta uma poça de sangue de aproximadamente 50 cm de diâmetro.
HPP: poça de sangue 50 cm diâmetro no lençol ≈ 500 mL de perda sanguínea.
A estimativa visual da perda sanguínea é um método rápido, mas impreciso e frequentemente subestima a real perda. Para uma poça de 50 cm de diâmetro no lençol, a estimativa é de aproximadamente 500 mL, o que já configura uma hemorragia pós-parto e exige atenção imediata.
A Hemorragia Pós-Parto (HPP) é definida como a perda sanguínea de 500 mL ou mais após um parto vaginal ou 1000 mL ou mais após um parto cesariano, dentro das primeiras 24 horas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos e eficazes. A identificação precoce da quantidade de sangue perdido é crucial para guiar a conduta e prevenir o choque hipovolêmico. A fisiopatologia da HPP está frequentemente ligada às '4 T's': Tônus (atonia uterina), Trauma (lacerações), Tecido (retenção placentária) e Trombina (coagulopatias). A estimativa visual da perda sanguínea é um método rápido e amplamente utilizado, mas sua principal limitação é a imprecisão e a tendência a subestimar a perda real. Para uma poça de sangue de aproximadamente 50 cm de diâmetro no lençol, a estimativa é de cerca de 500 mL, o que já configura uma HPP e exige atenção imediata. Embora a estimativa visual seja um ponto de partida, é fundamental que os profissionais de saúde estejam cientes de suas limitações e, sempre que possível, utilizem métodos mais objetivos para quantificar a perda sanguínea, como a pesagem de compressas. O manejo da HPP envolve a identificação da causa, medidas de reanimação volêmica, uso de uterotônicos, e, se necessário, intervenções cirúrgicas. A prontidão e a capacidade de estimar e gerenciar a perda sanguínea são habilidades essenciais para todos os profissionais que atuam na assistência ao parto.
As '4 T's': Tônus (atonia uterina, a causa mais comum), Trauma (lacerações, ruptura uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).
A estimativa visual é subjetiva e influenciada por fatores como a superfície de absorção, a presença de líquido amniótico e a experiência do observador, levando frequentemente à subestimação da perda real.
Métodos mais precisos incluem a pesagem de compressas e campos cirúrgicos (1g = 1mL de sangue), uso de bolsas coletoras graduadas sob o quadril da paciente e, em alguns centros, dispositivos de medição de volume.
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