Hemorragia Pós-Parto: Profilaxia da Atonia Uterina

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

A hemorragia pós-parto é definida como a perda excessiva de sangue que compromete a estabilidade hemodinâmica da puérpera. Estima-se que 25% das mortes maternas registradas no mundo seja decorrente de hemorragiapuerperal. Sabendo que uma das importantes causas de hemorragia pós-parto se trata de atonia uterina, a OMS tem preconizado como conduta de rotina para a sua profilaxia:

Alternativas

  1. A) Colocação de 25 mg de misoprostol, via vaginal, após o parto.
  2. B) Punção de acesso venoso calibroso para infusão de cristaloides.
  3. C) Aplicação de 10 Ul de ocitocina, intramuscular, após a expulsão fetal.
  4. D) Massagem do fundo uterino durante 1-3 minutos após a dequitação.
  5. E) Curagem uterina rotineira para remover qualquer tecido placentário retido.

Pérola Clínica

Profilaxia HPP por atonia uterina → Ocitocina 10 UI IM após expulsão fetal.

Resumo-Chave

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso rotineiro de ocitocina intramuscular após a expulsão fetal como parte do manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto para prevenir a atonia uterina, principal causa de hemorragia pós-parto.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea excessiva que pode comprometer a estabilidade hemodinâmica da puérpera, sendo a principal causa de mortalidade materna no mundo. A atonia uterina, ou seja, a falha do útero em contrair-se adequadamente após o parto, é a etiologia mais comum da HPP, respondendo por cerca de 70-80% dos casos. Para combater essa grave complicação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras diretrizes internacionais recomendam o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto como uma estratégia de rotina para a profilaxia da atonia uterina. Este manejo inclui três componentes principais: a administração de um uterotônico, a tração controlada do cordão umbilical e a massagem uterina após a dequitação. A ocitocina é o uterotônico de escolha, sendo recomendada a dose de 10 UI por via intramuscular imediatamente após a expulsão fetal. Esta medida visa promover a contração uterina eficaz, prevenindo a atonia e, consequentemente, a HPP. Outras opções, como misoprostol, podem ser consideradas em locais onde a ocitocina não está disponível ou não pode ser armazenada adequadamente. A aplicação rotineira dessas medidas é fundamental para reduzir as taxas de morbidade e mortalidade maternas.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da profilaxia da hemorragia pós-parto?

A profilaxia da hemorragia pós-parto é crucial porque a HPP é a principal causa de mortalidade materna globalmente. A prevenção da atonia uterina, sua causa mais comum, pode salvar vidas.

Qual a conduta recomendada pela OMS para prevenir a atonia uterina?

A OMS preconiza a administração de 10 UI de ocitocina por via intramuscular imediatamente após a expulsão fetal como a conduta de rotina para a profilaxia da atonia uterina.

Além da ocitocina, quais outras medidas fazem parte do manejo ativo do terceiro estágio do parto?

Além da ocitocina, o manejo ativo do terceiro estágio do parto inclui a tração controlada do cordão umbilical após sinais de descolamento da placenta e a massagem uterina após a dequitação para promover a contração uterina.

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