Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
T.B.N., GIV PIV 4N A0, encontra-se no terceiro período do parto. Imediatamente após a dequitação placentária, nota-se períneo íntegro, porém percebe-se sangramento vaginal aumentado. Indique a sequência correta de hipóteses diagnósticas para se determinar a causa exata.
HPP pós-dequitação: 4 T's (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina) → Atonia > Trauma > Retenção > Coagulopatia.
A sequência diagnóstica para hemorragia pós-parto (HPP) segue a regra dos '4 T's': Tônus (atonias), Trauma (lacerações), Tecido (retenção placentária) e Trombina (coagulopatias). A atonia uterina é a causa mais comum, seguida por lacerações.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento rápido e manejo eficaz. O terceiro período do parto, que vai da expulsão fetal à dequitação placentária, e o puerpério imediato são os momentos de maior risco. A abordagem diagnóstica da HPP deve ser sistemática e rápida, seguindo a mnemônica dos '4 T's': Tônus (atonias uterinas), Trauma (lacerações do canal de parto, ruptura uterina), Tecido (retenção de restos placentários ou coágulos) e Trombina (coagulopatias pré-existentes ou adquiridas). A atonia uterina é a causa mais comum e deve ser a primeira a ser investigada e tratada, geralmente com massagem uterina e uterotônicos. Após a atonia, deve-se inspecionar o canal de parto para lacerações, verificar a integridade da placenta e a presença de restos, e considerar coagulopatias em casos refratários ou com fatores de risco. A inversão uterina, embora rara, é uma emergência obstétrica grave que também causa sangramento intenso. A rápida identificação da causa e o tratamento adequado são essenciais para salvar a vida da paciente.
As principais causas de HPP são classicamente categorizadas pelos '4 T's': Tônus (atonias uterinas), Trauma (lacerações do canal de parto), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias pré-existentes ou adquiridas).
A atonia uterina é a causa mais frequente de hemorragia pós-parto, sendo responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. É caracterizada pela falha do útero em contrair-se adequadamente após o parto.
A sequência diagnóstica é crucial na HPP para identificar e tratar rapidamente a causa subjacente, pois o tempo é um fator crítico na prevenção de complicações graves como choque hipovolêmico e morte materna. Prioriza as causas mais comuns e tratáveis.
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