SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
A Mortalidade materna é definida pela Classificação Mundial de Doenças (CID 10) da OMS como a morte de uma mulher na gestação ou em um período de 42 dias após seu término, independente da duração ou da localização da gravidez e, é quantificada pela razão de morte materna (RMM). No Brasil, em 2021, a RMM alcançou 107.53 mortes a cada 100 mil nascidos vivos estando ainda muito longe da meta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de óbito materno no mundo, e sobre ela, leia as afirmações abaixo e depois marque a alternativa CORRETA:I. - A principal causa relacionada a HPP são os distúrbios da coagulação não diagnosticados durante o Pré-Natal;II. - Recomenda-se a prevenção medicamentosa universal com Ocitocina intra-muscular ou endovenosa, após o nascimento, o que reduz em mais de 50% os casos de atonia uterina;III. - A terapia antifibrinolítica com ácido tranexâmico está indicada em todos os casos de HPP independente da causa subjacente;IV. - As suturas compressivas tipo B-Lynch podem ser realizadas sempre que a terapia medicamentosa falhar, antes de se indicar a histerectomia.
HPP: Atonia uterina é a principal causa. Prevenção universal com Ocitocina. Ácido tranexâmico e suturas compressivas (B-Lynch) são medidas importantes antes da histerectomia.
A hemorragia pós-parto (HPP) é a principal causa de mortalidade materna evitável. A atonia uterina é a causa mais comum, e sua prevenção universal com ocitocina é crucial. O ácido tranexâmico é uma terapia antifibrinolítica indicada precocemente na HPP, e técnicas cirúrgicas conservadoras como as suturas compressivas (ex: B-Lynch) devem ser consideradas antes da histerectomia.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após o parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É a principal causa de mortalidade materna evitável globalmente. A atonia uterina é a causa mais comum (70-80%), seguida por trauma do canal de parto, retenção de restos placentários e coagulopatias (os "4 Ts": Tônus, Trauma, Tecido, Trombina). A prevenção da HPP é fundamental e inclui o manejo ativo do terceiro período do parto, com administração universal de ocitocina (10 UI IM ou IV) após o nascimento do ombro anterior, tração controlada do cordão e massagem uterina. No manejo da HPP estabelecida, a sequência de intervenções inclui massagem uterina, ocitocina adicional, outros uterotônicos (ergometrina, misoprostol, carboprost), e investigação da causa. O ácido tranexâmico (1g IV) é uma terapia antifibrinolítica que deve ser administrada precocemente, preferencialmente nas primeiras 3 horas do parto, para reduzir a mortalidade. Se as medidas medicamentosas falharem, intervenções cirúrgicas conservadoras como as suturas compressivas (ex: B-Lynch) ou ligadura de artérias uterinas/hipogástricas devem ser consideradas antes da histerectomia, que é o último recurso para salvar a vida da mulher.
A principal causa de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, que corresponde a cerca de 70-80% dos casos, seguida por lacerações do trato genital, retenção de restos placentários e distúrbios da coagulação.
A ocitocina, administrada universalmente após o nascimento do bebê, promove a contração uterina, o que comprime os vasos sanguíneos miometriais e previne o sangramento excessivo, reduzindo significativamente os casos de atonia uterina.
O ácido tranexâmico, um agente antifibrinolítico, é recomendado para uso precoce em todos os casos de HPP, idealmente dentro de 3 horas do parto, para reduzir a mortalidade por sangramento.
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