PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Puérpera de parto vaginal, após 6 horas do parto se apresenta com sangramento profuso, taquicardia (FC 110 bpm), taquipneica e hipotensa (80/40mm Hg). Seu estado de consciência está comprometido. Assinale abaixo a alternativa CORRETA que inclui somente situações clínicas que incrementam o risco de ocorrer o quadro clínico descrito acima.
HPP → Trabalho de parto prolongado, macrossomia fetal, anemia materna e episiotomia ampla ↑ risco.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica grave. Fatores que aumentam a distensão uterina (macrossomia, trabalho de parto prolongado) ou que comprometem a coagulação/integridade tecidual (anemia, episiotomia ampla) elevam o risco de atonia uterina e sangramento excessivo.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento rápido e manejo agressivo. A maioria dos casos ocorre nas primeiras 24 horas (HPP primária), sendo a atonia uterina a causa mais comum (70-80%). Os fatores de risco para HPP estão frequentemente relacionados às '4 T's': Tônus (atonia uterina), Trauma (lacerações, inversão uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias). Fatores que predispõem à atonia uterina incluem sobredistensão uterina (feto macrossômico, gestação múltipla, polidramnia), trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, uso de ocitocina em altas doses e infecção intra-amniótica. A anemia materna pré-existente, embora não cause HPP, agrava o quadro ao diminuir a tolerância da mulher à perda sanguínea. O manejo da HPP é uma emergência e segue um protocolo de 'resposta rápida'. Inclui massagem uterina, administração de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol), reposição volêmica agressiva, identificação e correção da causa (revisão uterina, sutura de lacerações) e, em casos refratários, intervenções cirúrgicas como ligadura de artérias uterinas ou histerectomia. A prevenção, com manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, é crucial.
Os principais fatores de risco incluem atonia uterina (causa mais comum), trabalho de parto prolongado, feto macrossômico, gestação múltipla, polidramnia, anemia materna, episiotomia, lacerações do trato genital e retenção de restos placentários.
Ambos os fatores levam à sobredistensão e fadiga do útero, comprometendo sua capacidade de contração eficaz após o parto (atonia uterina). A atonia uterina é a principal causa de HPP, pois o útero não consegue comprimir os vasos sanguíneos abertos no leito placentário.
A anemia materna pré-existente, embora não seja uma causa direta de HPP, diminui a reserva de hemoglobina da mulher. Isso significa que, em caso de sangramento pós-parto, ela desenvolverá choque hipovolêmico e instabilidade hemodinâmica mais rapidamente e com menor perda sanguínea, tornando a HPP mais grave.
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