Hemorragia Pós-Parto: Diagnóstico e Manejo da Atonia Uterina

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Puérpera na 2º hora de pós-parto normal com episiotomia, feto macrossômico, apresenta quadro de hemorragia de grande vulto com instabilidade hemodinâmica. A hipótese diagnóstica mais provável é:

Alternativas

  1. A) atonia uterina
  2. B) ruptura uterina
  3. C) laceração de trajeto
  4. D) distúrbio da coagulação

Pérola Clínica

HPP imediata + feto macrossômico + útero flácido = atonia uterina, principal causa de hemorragia pós-parto.

Resumo-Chave

A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), especialmente em casos com fatores de risco como macrossomia fetal, multiparidade, trabalho de parto prolongado e uso de ocitocina. A apresentação com hemorragia de grande vulto e instabilidade hemodinâmica é típica e exige intervenção imediata.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável pela vasta maioria dos casos (70-80%). É definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. A atonia uterina ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após o parto para comprimir os vasos sanguíneos abertos no leito placentário. Fatores de risco incluem feto macrossômico, polidramnio, multiparidade, trabalho de parto prolongado, uso de ocitocina e miomas. O diagnóstico é clínico, com útero flácido e sangramento vaginal profuso, muitas vezes com coágulos, levando rapidamente à instabilidade hemodinâmica. O manejo da atonia uterina é uma emergência obstétrica que exige ação rápida. Inclui massagem uterina bimanual, administração de uterotônicos (ocitocina, misoprostol, metilergonovina), reposição volêmica agressiva e, se necessário, procedimentos cirúrgicos como balão de Bakri ou histerectomia. A identificação precoce dos fatores de risco e a prontidão da equipe são cruciais para um bom prognóstico materno.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para atonia uterina?

Fatores de risco incluem macrossomia fetal, polidramnio, multiparidade, trabalho de parto prolongado, uso excessivo de ocitocina, corioamnionite, placenta prévia e retenção de restos placentários.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de atonia uterina com hemorragia?

A conduta inicial envolve massagem uterina vigorosa, administração de ocitocina intravenosa, esvaziamento da bexiga e avaliação da estabilidade hemodinâmica, com reposição volêmica agressiva se necessário.

Como diferenciar atonia uterina de outras causas de hemorragia pós-parto?

A atonia uterina é caracterizada por um útero flácido e não contraído. Lacerações de trajeto geralmente apresentam sangramento contínuo com útero bem contraído, e retenção de restos placentários pode ter útero contraído mas com sangramento persistente.

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