Hemorragia Pós-Parto: Prevenção em Pacientes de Alto Risco

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020

Enunciado

Multípara, 35 anos, 5 partos vaginais anteriores, 5 minutos após a dequitação placentária do sexto parto vaginal. Ao exame físico: perda sanguínea estimada em 300 ml, paciente ativa, normocorada, pulso cheio e forte= 80 pulsações por minuto, pressão arterial= 110/70 mmHg, índice de massa corpórea= 37 kg/m². Diante deste quadro as medidas iniciais mais adequadas para prevenção de hemorragia pós-parto, dentre as opções abaixo, são:

Alternativas

  1. A) realizar massagem uterina, obter dois acessos venosos periféricos calibrosos e administrar uterotônicos, ácido tranexâmico, cristalóides e hemocomponentes.
  2. B) injetar 10UI intramuscular de ocitocina, realizar Clampeamento oportuno do cordão umbilical, e tração controlada de cordão à manobra de Brandt-Andrews.
  3. C) conduta expectante e humanizada com observação rigorosa da loquiação, devendo-se administrar ocitocina somente se hemorragia estiver instalada.
  4. D) conduta ativa com histerectomia puerperal visto que a paciente já tem prole constituída.
  5. E) conduta ativa com instalação de balão hemostático, devendo-se administrar ocitocina somente se hemorragia estiver instalada.

Pérola Clínica

Prevenção HPP em alto risco → conduta ativa e preparo para intervenções rápidas.

Resumo-Chave

Em pacientes com múltiplos fatores de risco para hemorragia pós-parto (multiparidade, obesidade), a conduta ativa do terceiro estágio é fundamental. Embora o balão hemostático seja para tratamento, a questão pode focar na prontidão para intervenções em um cenário de alto risco, mesmo que a administração de ocitocina 'somente se hemorragia instalada' seja contra a prevenção primária.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina a causa mais comum. A prevenção é crucial, especialmente em pacientes com múltiplos fatores de risco, como multiparidade, obesidade e história de partos anteriores. O manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto é a estratégia padrão para prevenção primária. O manejo ativo inclui a administração profilática de ocitocina (geralmente 10 UI IM ou IV), clampeamento oportuno do cordão umbilical e tração controlada do cordão. Essas medidas visam promover a contração uterina e reduzir o sangramento. A paciente do caso apresenta fatores de risco que justificam uma atenção redobrada. Embora a questão aponte para a instalação de balão hemostático como 'conduta ativa' para prevenção, é importante ressaltar que o balão (ex: Bakri) é uma medida de tratamento para HPP já instalada e refratária a uterotônicos, e não uma medida de prevenção primária. A administração de ocitocina 'somente se hemorragia estiver instalada' também contradiz o conceito de prevenção primária. A interpretação da questão e do gabarito pode ser desafiadora nesse contexto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para hemorragia pós-parto?

Fatores de risco incluem multiparidade, obesidade, gestação múltipla, macrossomia fetal, trabalho de parto prolongado, corioamnionite e história prévia de HPP.

Qual a principal medida para prevenção primária da hemorragia pós-parto?

A principal medida é o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, que inclui a administração de ocitocina profilática (10 UI IM ou IV), clampeamento oportuno do cordão e tração controlada do cordão umbilical.

Quando o balão intrauterino é utilizado no contexto de hemorragia pós-parto?

O balão intrauterino, como o balão de Bakri, é uma medida de tratamento para hemorragia pós-parto por atonia uterina refratária a uterotônicos, não sendo uma medida de prevenção primária.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo