Hemorragia Pós-Parto: Manejo da Atonia Uterina

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023

Enunciado

Uma multípara, G5P5(PV)A0 chega à maternidade com 41 semanas e 6 dias de gestação, assintomática, tendo sido indicada a indução do parto com ocitocina. Após 6 horas de trabalho de parto teve parto via vaginal com episiotomia e fórceps de alívio, de RN masculino com 3.875 gramas, e 40 minutos após o parto evoluiu com quadro de sangramento vaginal importante. A paciente se apresenta hipocorada, PA: 70x40mmHg, FC: 140 bpm e com sangramento vaginal vultuoso. Ao exame abdominal o útero encontra-se acima da cicatriz umbilical e de consistência amolecida. Foram coletados exames e instituído acesso venoso de grande calibre. Frente ao caso acima, afirma-se: A. A hipótese diagnóstica mais provável é que a causa da hemorragia esteja associada a lacerações de trajeto, tendo em vista que a paciente foi submetida a parto com fórceps de um feto macrossômico. Assim, além da ressuscitação volêmica inicial, a primeira linha de manejo é levar a paciente à sala de parto para identificar as lacerações e promover sutura imediata dos focos sangrantes. B. Para o tratamento da hipotonia uterina é recomendada massagem uterina, sondagem vesical para esvaziamento da bexiga e uso de ocitocina endovenosa e ácido tranexâmico. Na ausência de resposta, outras drogas uterotônicas, como misoprostol e metilergometrina, devem ser utilizadas. C. Na ausência de resposta ao manejo clínico conservador, o manejo cirúrgico torna-se imperativo, sendo a histerectomia total a medida cirúrgica inicial de escolha para o pronto controle da hemorragia e diminuição do risco de mortalidade materna. Está certo o contido apenas na(s) afirmativa(s):

Alternativas

  1. A) A e B
  2. B) A e C.
  3. C) B.
  4. D) A, B e C.
  5. E) B e C.

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