SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Grande multípara, cujo 2° período demorou 3h e recém-nascido pesou 4300 g, passou a apresentar, na 1ª hora de pós-parto, sangramento transvaginal volumoso associado à hipotensão e taquicardia. Levando em consideração a PRINCIPAL causa desse quadro clínico, qual conduta abaixo representa ação de primeira linha de tratamento?
HPP em multípara com macrossomia e TP prolongado → atonia uterina → Ocitocina EV é 1ª linha.
A principal causa de hemorragia pós-parto (HPP) é a atonia uterina, especialmente em multíparas com fatores de risco como macrossomia e trabalho de parto prolongado. A conduta de primeira linha é a administração de ocitocina endovenosa para promover a contração uterina.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, nas primeiras 24 horas pós-parto, sendo a principal causa de morbimortalidade materna globalmente. A atonia uterina, ou seja, a falha do útero em contrair-se adequadamente após a dequitação placentária, é responsável por cerca de 70-80% dos casos de HPP. Fatores de risco incluem grande multípara, macrossomia fetal, trabalho de parto prolongado, polidramnia e uso excessivo de ocitocina. O quadro clínico de HPP por atonia uterina manifesta-se por sangramento transvaginal volumoso, útero amolecido e aumentado de volume, associado a sinais de choque hipovolêmico como hipotensão e taquicardia. O diagnóstico e a intervenção devem ser rápidos e coordenados. A conduta de primeira linha no tratamento da HPP por atonia uterina é a administração de ocitocina endovenosa, que promove a contração do miométrio e a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário. Além da ocitocina, a massagem uterina bimanual é crucial. Se a ocitocina não for suficiente, outros uterotônicos como misoprostol, metilergonovina ou carboprost devem ser considerados. A reposição volêmica agressiva e a identificação e tratamento de outras causas (lacerações, retenção de restos placentários, coagulopatia) são componentes essenciais do manejo.
Fatores de risco incluem grande multípara, macrossomia fetal, polidramnia, trabalho de parto prolongado, uso de ocitocina em excesso, corioamnionite, miomas uterinos e história prévia de HPP.
A ocitocina é administrada por via endovenosa, geralmente 10 UI em bolus lento seguido de infusão contínua de 20-40 UI em 500-1000 mL de soro fisiológico, titulada para manter o tônus uterino.
Outras medidas incluem massagem uterina bimanual, esvaziamento vesical, administração de outros uterotônicos (misoprostol, metilergonovina, carboprost), reposição volêmica agressiva, e investigação de outras causas (lacerações, retenção de restos placentários).
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