HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
Mulher 32 anos, G1, foi admitida em trabalho de parto e evoluiu para parto com vácuo extrator para abreviação de período expulsivo. Recebeu 10U de ocitocina intramuscular no pós-parto imediato. Após 10 minutos da dequitação apresentou sangramento vaginal intenso com instabilidade hemodinâmica (PA de 80/56 mmHg e FC de 120 bpm). Exame obstétrico: útero amolecido, 6 cm acima da cicatriz umbilical. Revisão de canal de parto e curagem sem alterações. Além das condutas de estabilização da paciente, qual o sequenciamento MAIS PRECONIZADO para correção no sítio específico da hemorragia?
Hemorragia pós-parto por atonia uterina com instabilidade → Ocitocina EV + Ácido Tranexâmico, Metilergometrina, Misoprostol retal, Balão de Bakri, suturas, histerectomia.
A hemorragia pós-parto (HPP) por atonia uterina é a principal causa de mortalidade materna. O manejo sequencial e rápido é crucial, iniciando com uterotônicos (ocitocina, metilergometrina, misoprostol), seguido por medidas mecânicas (Balão de Bakri) e, se necessário, cirúrgicas (suturas hemostáticas, histerectomia), sempre com estabilização hemodinâmica concomitante.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável por cerca de 70-80% dos casos. A identificação precoce e o manejo agressivo e sequencial são cruciais para o desfecho materno. O caso apresentado, com sangramento intenso, útero amolecido e instabilidade hemodinâmica, é um quadro clássico de atonia uterina. A conduta inicial envolve a estabilização da paciente (acesso venoso, fluidos, oxigênio) e a massagem uterina. Após as medidas iniciais, o tratamento farmacológico com uterotônicos é a primeira linha. A ocitocina endovenosa é o agente de primeira escolha. O ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, deve ser administrado precocemente para reduzir a perda sanguínea. Outros uterotônicos como a metilergometrina (contraindicada em hipertensas) e o misoprostol (via retal para absorção rápida) são adicionados se a ocitocina não for suficiente. O sequenciamento é vital, pois a demora em escalar as intervenções pode agravar o quadro. Se as medidas farmacológicas falharem, as intervenções mecânicas e cirúrgicas devem ser prontamente consideradas. A inserção de um Balão de Bakri (ou similar) para tamponamento uterino é uma técnica eficaz e menos invasiva. Se o sangramento persistir, suturas hemostáticas uterinas (como a sutura de B-Lynch) ou ligadura de artérias uterinas/hipogástricas podem ser realizadas. A histerectomia é o último recurso, reservada para casos refratários e com risco de vida, visando salvar a mãe. Residentes devem dominar este algoritmo de manejo para atuar de forma decisiva em uma emergência obstétrica.
A principal causa de hemorragia pós-parto (HPP) é a atonia uterina, que se manifesta por um útero amolecido e não contraído, geralmente acima da cicatriz umbilical, acompanhado de sangramento vaginal intenso e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica. A falha na contração uterina impede a oclusão dos vasos sanguíneos no sítio placentário.
O sequenciamento ideal inclui, após estabilização inicial, a administração de ocitocina endovenosa e ácido tranexâmico, seguida por outros uterotônicos como metilergometrina e misoprostol via retal. Se o sangramento persistir, deve-se considerar a inserção de Balão de Bakri, suturas hemostáticas uterinas (ex: B-Lynch) e, como último recurso, a histerectomia.
A histerectomia é o último recurso no manejo da hemorragia pós-parto e deve ser considerada quando todas as outras medidas clínicas, farmacológicas e cirúrgicas conservadoras falharam em controlar o sangramento e a paciente permanece instável. É uma decisão crítica que visa salvar a vida da paciente, mesmo que implique na perda da capacidade reprodutiva.
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