SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de mortalidade materna em nosso meio. É fator de risco para hemorragia pós-parto:
Obesidade é fator de risco para HPP, aumentando chance de atonia uterina.
A obesidade é um fator de risco significativo para hemorragia pós-parto (HPP), principalmente por aumentar a probabilidade de atonia uterina devido à maior distensão do útero e à dificuldade de contração eficaz.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após o parto vaginal ou 1000 mL após o parto cesariano, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É a principal causa de mortalidade materna globalmente e no Brasil, sendo crucial para residentes e profissionais de saúde o conhecimento de seus fatores de risco, prevenção e manejo. A atonia uterina é a causa mais comum de HPP, respondendo por cerca de 70-80% dos casos. Entre os diversos fatores de risco para HPP, a obesidade tem ganhado destaque crescente. Mulheres obesas apresentam maior risco de desenvolver condições que predispõem à HPP, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, e, consequentemente, macrossomia fetal e polidrâmnio. A sobredistensão uterina resultante dessas condições dificulta a contração eficaz do miométrio após o parto, levando à atonia uterina. Além disso, a obesidade pode complicar o manejo clínico da HPP, dificultando a palpação uterina, a identificação de lacerações e a realização de procedimentos. A identificação precoce de fatores de risco como a obesidade permite a implementação de estratégias preventivas e um plano de manejo mais robusto para o parto. O manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, com a administração profilática de ocitocina, é uma medida eficaz para reduzir a incidência de HPP. A vigilância contínua no pós-parto imediato e a prontidão para intervir rapidamente são essenciais para salvar vidas maternas.
Os principais fatores de risco incluem atonia uterina (a causa mais comum), retenção de restos placentários, lacerações do trato genital, distúrbios de coagulação, multiparidade, gestação múltipla, polidrâmnio, macrossomia fetal, obesidade e parto prolongado.
A obesidade aumenta o risco de HPP devido a vários fatores, como maior incidência de macrossomia fetal e polidrâmnio, que levam à sobredistensão uterina e, consequentemente, à atonia uterina. Também pode haver dificuldades técnicas no manejo do parto e na avaliação do sangramento.
A prevenção da HPP envolve a identificação e manejo dos fatores de risco, manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto (uso de ocitocina profilática), massagem uterina pós-parto e inspeção cuidadosa do canal de parto e da placenta.
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