PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Mulher de 18 anos, primípara, sem comorbidades, é levada ao hospital na ambulância do SAMU. Ela chega à maternidade inconsciente, com pulso fino e Intensa palidez, PA 75/43 mmHg De acordo com o relato dos familiares, a paciente teve um parto por via vaginal, em ambiente domiciliar, sem assistência médica ou de enfermagem. O recém-nascido apresentou choro forte ao nascer, mas o serviço de ambulância foi acionado ao perceberem a ocorrência de sangramento intenso logo em seguida. Qual a causa mais provável para o quadro clínico descrito?
HPP com útero contraído = suspeitar lesão de trajeto (colo, vagina, períneo).
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de mortalidade materna. Em casos de parto domiciliar sem assistência, a ausência de inspeção adequada do canal de parto aumenta o risco de lesões não identificadas que podem levar a sangramento grave e choque hipovolêmico.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. Em situações de parto domiciliar sem assistência, o risco de HPP é significativamente elevado devido à falta de monitoramento adequado e intervenção precoce. As causas de HPP são classicamente categorizadas pelas "4 T's": Tônus (atonia uterina, a mais comum), Trauma (lacerações do canal de parto), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias). No cenário de um parto domiciliar sem assistência, a ausência de uma inspeção sistemática do canal de parto pode levar a lacerações cervicais, vaginais ou perineais não identificadas, resultando em sangramento contínuo e choque hipovolêmico, mesmo com um útero bem contraído. O manejo da HPP grave exige uma abordagem rápida e multidisciplinar, incluindo estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e transfusão de hemoderivados, identificação da causa do sangramento e intervenção específica. No caso de lesões de trajeto, a exploração cuidadosa e a sutura das lacerações são essenciais. A prevenção, através de uma assistência qualificada ao parto, é a melhor estratégia para reduzir a incidência e gravidade da HPP.
As principais causas de HPP são as "4 T's": Tônus (atonia uterina, a mais comum), Trauma (lesões de trajeto como lacerações cervicais, vaginais ou perineais), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).
A atonia uterina geralmente cursa com útero flácido e aumentado. Se o sangramento é intenso e o útero está contraído (o que não é explicitamente dito, mas implícito pela ausência de outra causa mais provável), a suspeita de lesão de trajeto é alta, especialmente após um parto sem assistência.
A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica com acesso venoso calibroso, reposição volêmica agressiva com cristaloides, transfusão de hemoderivados se necessário, e identificação e tratamento da causa do sangramento.
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