FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
CBS, 28 anos, G4P3A1, apresentando sangramento aumentado no pós-parto imediato. Constituem fatores de risco para hemorragia pós parto, EXCETO:
Fatores de risco HPP: 4 T's (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina). Síndrome de Sheehan, trombofilia e uso de uterotônicos NÃO são fatores de risco para HPP.
A Síndrome de Sheehan é uma complicação da HPP, não um fator de risco. Trombofilia aumenta o risco de trombose, não de sangramento. O uso de uterotônicos é tratamento ou prevenção da HPP, não um fator de risco para sua ocorrência.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após o parto vaginal ou ≥ 1000 mL após o parto cesariano, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente e exige reconhecimento e manejo rápidos. Os fatores de risco para HPP são tradicionalmente categorizados nos "4 T's": Tônus (atonía uterina, responsável por cerca de 70-80% dos casos, exacerbada por polidramnio, gestação múltipla, trabalho de parto prolongado, multiparidade, uso de ocitocina em excesso); Trauma (lacerações de colo, vagina ou períneo, ruptura uterina, inversão uterina); Tecido (retenção de restos placentários, acretismo placentário); e Trombina (coagulopatias pré-existentes como doença de von Willebrand, ou adquiridas como CIVD). É crucial diferenciar fatores de risco de complicações ou tratamentos. A Síndrome de Sheehan, por exemplo, é uma complicação rara da HPP grave, resultando em hipopituitarismo. Trombofilias aumentam o risco de eventos trombóticos, não de sangramento. O uso de drogas uterotônicas, como a ocitocina, é uma intervenção para prevenir ou tratar a atonia uterina, sendo, portanto, uma medida de manejo e não um fator de risco para o desenvolvimento da HPP. A compreensão desses conceitos é vital para a prática clínica e para a resolução de questões de residência.
Os principais fatores de risco para HPP são classificados nos "4 T's": Tônus (atonía uterina), Trauma (lacerações, ruptura uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).
A Síndrome de Sheehan é uma complicação da HPP grave, caracterizada por necrose isquêmica da hipófise devido à hipoperfusão. Ela é uma consequência, não uma causa ou fator de risco para o sangramento inicial.
A trombofilia aumenta o risco de trombose, não de sangramento. O uso de drogas uterotônicas (como ocitocina) é uma medida preventiva ou terapêutica para a atonia uterina, a principal causa de HPP, e não um fator de risco para o seu desenvolvimento.
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