Hemorragia Pós-Parto: Fatores de Risco e Prevenção

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

CBS, 28 anos, G4P3A1, apresentando sangramento aumentado no pós-parto imediato. Constituem fatores de risco para hemorragia pós parto, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Polidrâmnio, gestação múltipla, trabalho de parto prolongado.
  2. B) Síndrome de Sheehan, trombofilia, uso de drogas uterotônicas.
  3. C) Trabalho de parto prolongado, acretismo placentário, multiparidade.
  4. D) Inversão uterina, infecção intra-amniótica, doença de von Willebrand.
  5. E) Trabalho de parto prolongado, lacerações, atonia uterina.

Pérola Clínica

Fatores de risco HPP: 4 T's (Tônus, Trauma, Tecido, Trombina). Síndrome de Sheehan, trombofilia e uso de uterotônicos NÃO são fatores de risco para HPP.

Resumo-Chave

A Síndrome de Sheehan é uma complicação da HPP, não um fator de risco. Trombofilia aumenta o risco de trombose, não de sangramento. O uso de uterotônicos é tratamento ou prevenção da HPP, não um fator de risco para sua ocorrência.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após o parto vaginal ou ≥ 1000 mL após o parto cesariano, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente e exige reconhecimento e manejo rápidos. Os fatores de risco para HPP são tradicionalmente categorizados nos "4 T's": Tônus (atonía uterina, responsável por cerca de 70-80% dos casos, exacerbada por polidramnio, gestação múltipla, trabalho de parto prolongado, multiparidade, uso de ocitocina em excesso); Trauma (lacerações de colo, vagina ou períneo, ruptura uterina, inversão uterina); Tecido (retenção de restos placentários, acretismo placentário); e Trombina (coagulopatias pré-existentes como doença de von Willebrand, ou adquiridas como CIVD). É crucial diferenciar fatores de risco de complicações ou tratamentos. A Síndrome de Sheehan, por exemplo, é uma complicação rara da HPP grave, resultando em hipopituitarismo. Trombofilias aumentam o risco de eventos trombóticos, não de sangramento. O uso de drogas uterotônicas, como a ocitocina, é uma intervenção para prevenir ou tratar a atonia uterina, sendo, portanto, uma medida de manejo e não um fator de risco para o desenvolvimento da HPP. A compreensão desses conceitos é vital para a prática clínica e para a resolução de questões de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para hemorragia pós-parto (HPP)?

Os principais fatores de risco para HPP são classificados nos "4 T's": Tônus (atonía uterina), Trauma (lacerações, ruptura uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).

Por que a Síndrome de Sheehan não é um fator de risco para HPP?

A Síndrome de Sheehan é uma complicação da HPP grave, caracterizada por necrose isquêmica da hipófise devido à hipoperfusão. Ela é uma consequência, não uma causa ou fator de risco para o sangramento inicial.

Como a trombofilia e o uso de uterotônicos se relacionam com a HPP?

A trombofilia aumenta o risco de trombose, não de sangramento. O uso de drogas uterotônicas (como ocitocina) é uma medida preventiva ou terapêutica para a atonia uterina, a principal causa de HPP, e não um fator de risco para o seu desenvolvimento.

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