Hemorragia Pós-Parto: Medidas Iniciais e Avaliação

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 30 anos, antecedente de hipotireoidismo e hipertensão crônica, encontra-se na primeira hora do puerpério de parto vaginal gemelar sob analgesia. O peso dos neonatos foi de 2430 g e 2290 g. Subitamente passa a apresentar sangramento genital em moderada quantidade.Quais medidas iniciais devem ser realizadas?

Alternativas

  1. A) Misoprostol via retal, ergotamina IM e solicitar balão de tamponamento uterino.
  2. B) Estimativa de perda sanguínea, avaliação do índice de choque e solicitar ajuda.
  3. C) Ácido tranexâmico, transfusão sanguínea e ligadura de artérias hipogástricas.
  4. D) Infusão de ocitocina IV, ergotamina IM e resfriamento abdominal.

Pérola Clínica

Hemorragia pós-parto → Avaliar perda/choque, solicitar ajuda. Tempo é útero!

Resumo-Chave

Na hemorragia pós-parto, a prioridade é a rápida identificação e avaliação da gravidade. A estimativa da perda sanguínea e o cálculo do índice de choque são cruciais para guiar a conduta, e a solicitação de ajuda imediata ativa o protocolo de manejo multidisciplinar.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, definida como perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana. A identificação precoce e o manejo rápido são cruciais para um desfecho favorável, especialmente em pacientes com fatores de risco como gestação gemelar e comorbidades como hipotireoidismo e hipertensão crônica. Ao se deparar com sangramento genital no puerpério, a primeira ação é quantificar a perda sanguínea (estimativa visual, pesagem de compressas) e avaliar o estado hemodinâmico da paciente, utilizando o índice de choque (frequência cardíaca / pressão arterial sistólica) como um marcador sensível de hipovolemia. Simultaneamente, a solicitação de ajuda imediata ativa o protocolo de HPP, envolvendo anestesistas, cirurgiões e equipe de enfermagem, garantindo uma resposta multidisciplinar e coordenada. Após a avaliação inicial e ativação da equipe, a conduta prossegue com a busca pela causa (os '4 Ts': tônus, trauma, tecido, trombina) e intervenções específicas, como massagem uterina e ocitocina para atonia, revisão do canal de parto para lacerações, e remoção de restos placentários. A reposição volêmica agressiva e, se necessário, transfusão sanguínea, são fundamentais para estabilizar a paciente e prevenir o choque hipovolêmico.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos ao identificar uma hemorragia pós-parto?

Os primeiros passos incluem estimar a perda sanguínea, avaliar o estado hemodinâmico da paciente (ex: índice de choque) e imediatamente solicitar ajuda da equipe multidisciplinar para iniciar o protocolo de HPP.

Por que o índice de choque é importante na hemorragia pós-parto?

O índice de choque (frequência cardíaca / pressão arterial sistólica) é um indicador precoce e sensível de hipovolemia e choque, auxiliando na avaliação da gravidade da hemorragia e na tomada de decisão rápida sobre a necessidade de intervenções.

Quais são as principais causas de hemorragia pós-parto?

As principais causas de hemorragia pós-parto são classicamente conhecidas como os '4 Ts': Tônus (atonía uterina, a mais comum), Trauma (lacerações de colo, vagina ou períneo), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).

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