Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Em relação ao tratamento da HPP, assinale a opção correta.
HPP: Ácido tranexâmico + primeiro uterotônico = redução mortalidade.
A questão aborda o manejo da Hemorragia Pós-Parto (HPP), uma das principais causas de mortalidade materna. A combinação precoce de uterotônicos com ácido tranexâmico é uma estratégia fundamental para reduzir a perda sanguínea e melhorar o prognóstico.
A Hemorragia Pós-Parto (HPP) é uma emergência obstétrica e a principal causa de mortalidade materna globalmente. Definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica, a HPP exige reconhecimento rápido e manejo agressivo. A atonia uterina é a causa mais comum, mas outras etiologias como lacerações, retenção de restos placentários e coagulopatias devem ser consideradas. O tratamento da HPP é multifacetado e deve ser iniciado prontamente. A administração de uterotônicos, como a ocitocina, é a primeira linha para promover a contração uterina. Contudo, as diretrizes atuais, baseadas em evidências como o estudo WOMAN, recomendam fortemente a administração precoce de ácido tranexâmico (TXA) em conjunto com o primeiro uterotônico. O TXA, um antifibrinolítico, atua inibindo a fibrinólise e estabilizando o coágulo, demonstrando uma redução significativa na mortalidade por HPP quando administrado nas primeiras 3 horas após o parto. Além da farmacoterapia, o manejo da HPP inclui medidas como massagem uterina bimanual, revisão da cavidade uterina para remoção de restos placentários, avaliação e reparo de lacerações, e ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides e hemoderivados. A suspeita de placenta acreta exige uma abordagem especializada, e a extração manual da placenta é contraindicada nesses casos devido ao risco de hemorragia maciça. Residentes devem dominar essas condutas para garantir a segurança materna.
A causa mais frequente de HPP é a atonia uterina, que corresponde a cerca de 70-80% dos casos. Outras causas incluem lacerações do trato genital, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação.
O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que inibe a quebra do coágulo, ajudando a estabilizar o sangramento. Estudos demonstram que sua administração precoce (dentro de 3 horas do parto) em conjunto com uterotônicos reduz significativamente a mortalidade por HPP.
Os principais uterotônicos incluem ocitocina (primeira linha), metilergonovina, misoprostol e carboprost. Eles agem promovendo a contração uterina para comprimir os vasos sanguíneos e reduzir o sangramento.
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