PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
São medidas usadas na profilaxia da hemorragia pós-parto todas as alternativas abaixo, EXCETO:
Profilaxia HPP = Ocitocina IM + Tração controlada + Massagem uterina.
A nifedipina é um bloqueador de canal de cálcio usado como tocolítico, sendo contraindicada na profilaxia de hemorragia pós-parto.
A hemorragia pós-parto (HPP) continua sendo uma das principais causas de mortalidade materna no mundo. O manejo ativo do terceiro estágio do parto é uma estratégia baseada em evidências que reduz significativamente a incidência de HPP. Os pilares incluem o uso de uterotônicos (ocitocina), a tração controlada do cordão umbilical e a vigilância do tônus uterino através da massagem abdominal pós-dequitação. É fundamental que o obstetra diferencie as drogas que estimulam a contração (ocitocina, ergometrina, misoprostol) daquelas que a inibem (nifedipina, terbutalina). A atonia uterina responde por cerca de 80% dos casos de HPP, tornando a profilaxia medicamentosa com ocitocina o passo mais crítico no cuidado imediato após o nascimento.
A administração de ocitocina (10 UI, preferencialmente via intramuscular) logo após o nascimento do ombro fetal ou imediatamente após o nascimento do bebê é a medida isolada mais eficaz para prevenir a hemorragia pós-parto. Ela promove a contração uterina vigorosa, facilitando o descolamento placentário e o fechamento dos vasos sanguíneos no sítio de inserção placentária (globos de segurança de Pinard).
O clampeamento oportuno do cordão umbilical deve ocorrer entre 1 e 3 minutos após o nascimento ou quando cessarem as pulsações. Essa prática beneficia o recém-nascido ao aumentar as reservas de ferro e reduzir o risco de anemia na infância. Embora seja uma medida de cuidado neonatal, faz parte do manejo ativo do terceiro estágio do parto recomendado pelas diretrizes de prevenção de hemorragia.
A nifedipina é um bloqueador dos canais de cálcio que atua relaxando a musculatura lisa, inclusive a uterina. Por essa razão, ela é classificada como um uterolítico (tocolítico), utilizada para inibir o trabalho de parto prematuro. Na profilaxia da hemorragia pós-parto, o objetivo é o oposto: garantir a contratilidade uterina (tonus). O uso de um relaxante uterino após o parto aumentaria drasticamente o risco de atonia uterina e hemorragia grave.
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