UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
O médico é chamado na enfermaria da puerpério, com urgência, para examinar uma paciente que teve um parto vaginal há 40 minutos. No exame, percebem-se útero aumentado de volume e acima da cicatriz umbilical, sangramento vaginal intenso, pressão arterial de 90/60mmHG. A paciente já está com dois acessos venosos. O que se deve fazer?
HPP por atonia uterina → Massagem uterina + Ocitocina + Misoprostol + Ácido Tranexâmico.
O quadro clínico sugere hemorragia pós-parto (HPP) por atonia uterina, a causa mais comum de HPP. A conduta inicial envolve medidas de reanimação (fluidos, acessos venosos) e uterotônicos para contrair o útero, além de antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. A atonia uterina, a incapacidade do útero de contrair-se adequadamente após a expulsão da placenta, é responsável por cerca de 70-80% dos casos de HPP. A fisiopatologia da atonia uterina envolve a falha das fibras musculares uterinas em comprimir os vasos sanguíneos abertos no leito placentário. Fatores de risco incluem sobredistensão uterina (macrossomia, polidrâmnio, gestação múltipla), trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, corioamnionite e uso de ocitocina em doses elevadas durante o trabalho de parto. O diagnóstico é clínico, com útero flácido e sangramento excessivo. O manejo da HPP por atonia uterina é uma emergência e requer uma abordagem rápida e coordenada. Inclui massagem uterina bimanual, administração de ocitocina (primeira linha), misoprostol, derivados do ergot (metilergonovina) e carboprost. O ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, também é recomendado. A reanimação volêmica com fluidos e hemoderivados é crucial.
Os principais sinais incluem sangramento vaginal excessivo após o parto, útero amolecido e aumentado de volume (acima da cicatriz umbilical), e sinais de choque hipovolêmico como taquicardia e hipotensão. A atonia uterina é a causa mais comum de HPP.
O tratamento envolve massagem uterina bimanual, administração de ocitocina intravenosa, seguida por outros uterotônicos como misoprostol (retal ou oral) e, se necessário, derivados do ergot ou carboprost. O ácido tranexâmico também é recomendado para reduzir a perda sanguínea.
A histerectomia puerperal é considerada uma medida de último recurso para controlar a hemorragia pós-parto refratária a todas as outras intervenções clínicas e cirúrgicas conservadoras. É uma decisão crítica para salvar a vida da paciente.
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