Hemorragia Pós-Parto: Manejo Inicial e Estabilização

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

MSGD, 26 anos, grande multípara, a termo, acabou de parir na maternidade em que você trabalha. Após a dequitação, é observado sangramento intenso, vermelho vivo, rutilante. A paciente está hemodinamicamente estável, consciente e orientada. A primeira providência, para essa paciente, deve ser:

Alternativas

  1. A) Acesso venoso periférico calibroso e reposição de cristaloides.
  2. B) Revisão do canal de parto e sutura de lacerações.
  3. C) Injeção de ocitocina intramuscular e massagem uterina.
  4. D) Manobra de Hamilton e curetagem com cureta romba.
  5. E) Conduta expectante e monitorização da pressão arterial.

Pérola Clínica

Hemorragia pós-parto → Estabilização hemodinâmica (Acesso + Cristaloides) é prioridade zero.

Resumo-Chave

Diante de sangramento puerperal intenso, a prioridade absoluta é garantir a estabilidade hemodinâmica através de acessos venosos calibrosos e reposição volêmica, antes de intervenções específicas.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como perda sanguínea superior a 500ml após parto vaginal ou 1000ml após cesárea, ou qualquer perda que cause instabilidade. O manejo segue a mnemônica dos 4 Ts: Tônus (atonia), Trauma (lacerações), Tecido (restos) e Trombina (coagulopatias). Independentemente da causa, o suporte básico de vida (ABC) é soberano. Nesta questão, a paciente apresenta sangramento rutilante após a dequitação. Embora a massagem uterina e ocitocina sejam fundamentais no tratamento da atonia, a segurança da paciente depende da manutenção da volemia. Portanto, estabelecer acessos venosos e iniciar cristaloides é o passo primordial para garantir que as intervenções subsequentes ocorram em um cenário de estabilidade.

Perguntas Frequentes

Qual a primeira conduta na hemorragia pós-parto?

A primeira conduta deve ser sempre a estabilização hemodinâmica da paciente. Isso inclui garantir dois acessos venosos periféricos de grosso calibre (G14 ou G16) e iniciar a reposição volêmica com cristaloides (Ringer Lactato ou Soro Fisiológico) para manter a perfusão tecidual e prevenir o choque hipovolêmico grave.

Quando usar ocitocina na HPP?

A ocitocina é a droga de primeira escolha para o tratamento da atonia uterina, que é a causa mais comum de HPP. Ela deve ser administrada logo após a estabilização inicial ou simultaneamente a ela, preferencialmente por via intravenosa diluída ou intramuscular, conforme o protocolo institucional.

Como identificar choque na paciente obstétrica?

A identificação precoce pode ser feita pelo Índice de Choque (Frequência Cardíaca dividida pela Pressão Arterial Sistólica). Um valor ≥ 0.9 indica perda volêmica significativa e necessidade de intervenção agressiva, mesmo que a paciente pareça clinicamente estável inicialmente.

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