Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Uma mulher com cinco partos normais anteriores acabara de dar à luz, por parto normal, a recém-nascido com peso de 4.510 g e APGAR 8/9, quando iniciou sangramento vaginal de grande intensidade. O útero era aumentado e amolecido e a estimativa de perda sanguínea foi de 2.500 mL. Não obstante, houve necessidade de transfusão de quatro concentrados de hemácias por substancial queda do nível de hemoglobina e sinais de choque hipovolêmico. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Perda sanguínea >1500-2000 mL OU >50% volume sanguíneo OU transfusão >4 concentrados = Hemorragia Maciça.
A perda sanguínea estimada de 2.500 mL, a necessidade de transfusão de quatro concentrados de hemácias e os sinais de choque hipovolêmico são critérios claros para o diagnóstico de hemorragia maciça pós-parto, uma emergência obstétrica grave.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, dentro das primeiras 24 horas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. A hemorragia maciça é uma forma mais grave de HPP, caracterizada por perda sanguínea superior a 1500-2000 mL, ou perda de mais de 50% do volume sanguíneo em 3 horas, ou necessidade de transfusão de 4 ou mais concentrados de hemácias, ou queda de hemoglobina >4 g/dL. No caso apresentado, a paciente teve uma perda sanguínea estimada de 2.500 mL, necessitou de transfusão de quatro concentrados de hemácias e apresentou sinais de choque hipovolêmico, o que se encaixa perfeitamente nos critérios de hemorragia maciça. Os fatores de risco presentes, como grande multípara e macrossomia fetal, aumentam a probabilidade de atonia uterina, que é a causa mais comum de HPP. O útero aumentado e amolecido é um sinal clássico de atonia. O manejo da hemorragia pós-parto maciça é uma emergência e envolve a rápida identificação da causa (os "4 Ts": Tônus, Trauma, Tecido, Trombina), ressuscitação volêmica agressiva, transfusão de hemoderivados conforme necessidade e intervenções específicas para controlar o sangramento, como massagem uterina, uso de uterotônicos (ocitocina, misoprostol), e em casos refratários, procedimentos cirúrgicos.
Hemorragia maciça é definida por perda sanguínea >1500-2000 mL, ou perda de mais de 50% do volume sanguíneo em 3 horas, ou necessidade de transfusão de 4 ou mais concentrados de hemácias, ou queda de hemoglobina >4 g/dL.
Os principais fatores de risco incluem atonia uterina (multiparidade, macrossomia fetal, trabalho de parto prolongado, uso de ocitocina), lacerações do trato genital, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação.
A causa mais provável é atonia uterina, sugerida pelo útero aumentado e amolecido, além dos fatores de risco presentes: grande multípara (cinco partos anteriores) e macrossomia fetal (RN com 4.510 g).
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