HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
Multipara de 40 anos, hipertensa, pós-parto vaginal imediato de feto macrossômico, evoluiu com sangramento transvaginal volumoso e palidez. Ao exame físico, evidencia-se pressão arterial de 100 x 50mmHg e pulso de 100bpm, além de fundo uterino amolecido 2 cm acima da cicatriz umbilical. Qual a conduta imediata a ser tomada, além das medidas iniciais de suporte como hidratação, oxigênio, monitorização e massagem uterina bimanual?
HPP por atonia uterina: iniciar ocitocina + ácido tranexâmico após medidas de suporte e massagem uterina.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica, sendo a atonia uterina a causa mais comum. A conduta inicial inclui medidas de suporte, massagem uterina bimanual e administração de uterotônicos como a ocitocina. O ácido tranexâmico é um antifibrinolítico que reduz a mortalidade por HPP.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea ≥ 500 mL após parto vaginal ou ≥ 1000 mL após cesariana, ou qualquer perda sanguínea que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, e a atonia uterina responde por cerca de 70-80% dos casos. A identificação precoce dos fatores de risco e o manejo rápido são cruciais. O diagnóstico de HPP por atonia uterina é clínico, caracterizado por um útero amolecido e aumentado de volume após o parto, acompanhado de sangramento vaginal excessivo. A avaliação da paciente deve incluir sinais vitais, nível de consciência e palpação abdominal para avaliar o tônus uterino. O tratamento da HPP por atonia uterina é multifacetado e deve ser iniciado imediatamente. Após as medidas de suporte e massagem uterina, a administração de ocitocina intravenosa é a primeira linha de tratamento uterotônico. O ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, tem demonstrado reduzir a mortalidade por HPP e deve ser administrado precocemente. Outras opções uterotônicas incluem misoprostol, metilergonovina e carboprost, dependendo da disponibilidade e contraindicações. A revisão do canal de parto é essencial para descartar lacerações cervicais ou vaginais concomitantes.
Fatores de risco incluem multiparidade, macrossomia fetal, gestação múltipla, polidramnio, trabalho de parto prolongado, uso de ocitocina em excesso, e história prévia de HPP.
A conduta inicial envolve medidas de suporte (hidratação, oxigênio, monitorização), massagem uterina bimanual e administração de uterotônicos, sendo a ocitocina a primeira escolha.
O ácido tranexâmico deve ser administrado o mais rápido possível após o diagnóstico de HPP, idealmente dentro de 3 horas do sangramento, para reduzir a mortalidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo