Hemorragia Pós-Parto: Fatores de Risco para Atonia Uterina

IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020

Enunciado

A hipotonia e a atonia uterina são causas frequentes de hemorragia após dequitação placentária. São considerados fatores de risco: 1. Gemelaridade. 2. Leiomioma uterino. 3. Polidrâmnio. 4. Cesárea anterior. Assinale a alternativa que indica todos os itens considerados fatores de risco:

Alternativas

  1. A) Apenas 1, 2 e 3.
  2. B) Apenas 2 e 4.
  3. C) Apenas 1 e 4.
  4. D) Apenas 1 e 3.
  5. E) Apenas 4.

Pérola Clínica

Hemorragia pós-parto por atonia uterina: distensão uterina (gemelaridade, polidrâmnio) e cicatrizes uterinas (cesárea anterior) são fatores de risco.

Resumo-Chave

A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto. Fatores que causam distensão excessiva do útero (gemelaridade, polidrâmnio) ou que alteram sua contratilidade (leiomioma, cicatriz de cesárea) aumentam o risco de hipotonia/atonia.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável por cerca de 70-80% dos casos. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado dessa emergência obstétrica. A atonia uterina ocorre quando o útero não consegue contrair-se efetivamente após a dequitação placentária, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário. Fatores que causam distensão uterina excessiva, como gestação gemelar, polidrâmnio ou macrossomia fetal, são classicamente associados à atonia. Outros fatores incluem trabalho de parto prolongado, multiparidade, uso excessivo de ocitocina, corioamnionite, presença de leiomiomas uterinos e, em alguns contextos, a cicatriz de cesárea anterior que pode alterar a contratilidade miometrial. O manejo envolve medidas uterotônicas e, se necessário, intervenções cirúrgicas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para atonia uterina?

Os principais fatores de risco incluem distensão uterina excessiva (gemelaridade, polidrâmnio, macrossomia), esgotamento muscular uterino (trabalho de parto prolongado, multiparidade), infecção, uso de ocitocina prolongado e presença de miomas ou cicatrizes uterinas.

Como a cesárea anterior pode influenciar o risco de atonia uterina?

Embora a cesárea anterior seja mais classicamente associada a placenta prévia e acretismo, a cicatriz uterina pode, em alguns casos, interferir na contratilidade miometrial, contribuindo para o risco de atonia.

Qual a conduta inicial na suspeita de atonia uterina?

A conduta inicial envolve massagem uterina bimanual vigorosa, administração de ocitocina intravenosa e avaliação da presença de restos placentários ou lacerações. Se a hemorragia persistir, outros uterotônicos e medidas adicionais são consideradas.

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