Hemorragia Pós-Parto: Manejo Imediato e Causas

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021

Enunciado

Multípara de 40 anos, hipertensa, pós-parto vaginal imediato de feto macrossômico, evoluiu com sangramento transvaginal volumoso e palidez. Ao exame físico, evidencia-se pressão arterial de 100x50mmHg e pulso de 100bpm, além de fundo uterino amolecido 2 cm acima da cicatriz umbilical. Qual a conduta imediata a ser tomada, além das medidas iniciais de suporte como hidratação, oxigênio, monitorização e massagem uterina bimanual?

Alternativas

  1. A) Prescrever ocitocina e ácido tranexâmico. 
  2. B) Revisar canal de parto e instalar ocitocina.
  3. C) Instalar ácido tranexâmico e 2 concentrados de hemácias.
  4. D) Revisar canal de parto e instalar 2 concentrados de hemácias.
  5. E) Indicar histerectomia subtotal.

Pérola Clínica

HPP + útero amolecido + macrossomia → atonia uterina (1ª causa); revisar canal de parto e ocitocina são condutas imediatas.

Resumo-Chave

A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica. O útero amolecido e acima da cicatriz umbilical, após parto de feto macrossômico, sugere atonia uterina como principal causa. Além das medidas de suporte, a administração de ocitocina e a revisão do canal de parto são essenciais para identificar e tratar outras causas de sangramento.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, nas primeiras 24 horas pós-parto. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento rápido e manejo agressivo. Fatores de risco incluem macrossomia fetal, multiparidade, hipertensão e atonia uterina prévia. A principal causa de HPP é a atonia uterina (Tônus), responsável por cerca de 70-80% dos casos, caracterizada por um útero amolecido e não contraído. Outras causas importantes são Trauma (lacerações do canal de parto), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias). O caso descrito, com útero amolecido e macrossomia, aponta fortemente para atonia uterina. O manejo inicial da HPP inclui medidas de suporte como hidratação venosa, oxigenioterapia, monitorização e massagem uterina bimanual. Além disso, a administração de uterotônicos, como a ocitocina, é crucial para promover a contração uterina. A revisão do canal de parto é uma etapa diagnóstica e terapêutica essencial para identificar e suturar lacerações que podem estar contribuindo para o sangramento, mesmo na presença de atonia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de hemorragia pós-parto (HPP)?

As principais causas de HPP são as "4 T's": Tônus (atonia uterina, a mais comum), Trauma (lacerações de colo, vagina, períneo), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).

Por que a ocitocina é a primeira escolha no tratamento da atonia uterina?

A ocitocina é um uterotônico potente que promove a contração do útero, comprimindo os vasos sanguíneos e reduzindo o sangramento. É a primeira linha de tratamento para atonia uterina devido à sua eficácia e segurança.

Quando a revisão do canal de parto é indicada na HPP?

A revisão do canal de parto é indicada em qualquer caso de HPP, mesmo quando a atonia uterina é a principal suspeita, para descartar lacerações cervicais, vaginais ou perineais que podem estar contribuindo para o sangramento.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo