FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
A hemorragia pós-parto é a principal causa de morte materna em todo o mundo, por isso recomenda-se atualmente a conduta ativa no secundamento. Estatisticamente, a maior responsável pela hemorragia pós parto precoce é a:
HPP precoce → Atonia uterina é a principal causa (>70%).
A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto (HPP) precoce, respondendo por mais de 70% dos casos. O útero não contrai adequadamente após a saída da placenta, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos e resultando em sangramento excessivo.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, dentro de 24 horas (HPP precoce) ou até 6 semanas (HPP tardia). É a principal causa de morte materna globalmente, tornando seu reconhecimento e manejo cruciais para residentes e obstetras. A atonia uterina, a incapacidade do útero de contrair-se adequadamente após a dequitação placentária, é responsável por aproximadamente 70-80% dos casos de HPP precoce. A fisiopatologia da atonia uterina reside na falha das fibras musculares uterinas em comprimir os vasos sanguíneos abertos no leito placentário após a expulsão da placenta. Isso leva a um sangramento contínuo e profuso. Fatores de risco incluem gestação múltipla, polidrâmnio, macrossomia fetal, trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, uso excessivo de ocitocina, corioamnionite e miomas uterinos. O diagnóstico é clínico, baseado na palpação de um útero flácido e aumentado, associado a sangramento vaginal excessivo. O manejo da HPP por atonia uterina é uma emergência obstétrica. A conduta ativa no secundamento, que inclui a administração profilática de ocitocina, tração controlada do cordão e massagem uterina, é a principal estratégia preventiva. No tratamento, a massagem uterina bimanual e a administração de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol, carboprost) são as primeiras linhas. Em casos refratários, podem ser necessárias medidas mais invasivas, como balão de Bakri, suturas de B-Lynch ou, em último caso, histerectomia.
Os fatores de risco incluem sobredistensão uterina (macrossomia, gestação múltipla, polidrâmnio), trabalho de parto prolongado ou precipitado, uso excessivo de ocitocina, corioamnionite e multiparidade.
A conduta inicial envolve massagem uterina bimanual, administração de ocitocina intravenosa, e esvaziamento da bexiga. Outros uterotônicos como metilergonovina ou misoprostol podem ser usados se a ocitocina for insuficiente.
A conduta ativa no secundamento, que inclui a administração de ocitocina após o nascimento do ombro anterior, tração controlada do cordão e massagem uterina, promove a contração uterina e reduz o risco de atonia e HPP.
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