ENARE/ENAMED — Prova 2021
Nos casos de hemorragia pós-parto, a medicação de primeira linha no tratamento da atonia uterina é
Atonia uterina = principal causa de HPP → Ocitocina IV é a 1ª linha de tratamento.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP). A ocitocina intravenosa é o uterotônico de primeira linha para o tratamento e prevenção da atonia uterina, agindo rapidamente para promover a contração do miométrio e reduzir o sangramento.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável por cerca de 70-80% dos casos. A prevenção e o manejo rápido e eficaz da HPP são cruciais na prática obstétrica. A atonia uterina ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após o parto, deixando os vasos sanguíneos no leito placentário abertos e sangrando. A fisiopatologia envolve a falha das fibras musculares uterinas em se contrair e comprimir os vasos espiralados após a dequitação placentária. O diagnóstico é clínico, caracterizado por um útero flácido e sangramento excessivo. O tratamento da atonia uterina é emergencial e baseia-se na administração de uterotônicos, com a ocitocina intravenosa sendo a medicação de primeira linha. Sua ação rápida e eficaz na promoção da contração uterina é fundamental para controlar o sangramento. Em casos de falha da ocitocina, outras opções farmacológicas e medidas mecânicas ou cirúrgicas devem ser prontamente consideradas para evitar complicações graves, como choque hipovolêmico e óbito materno.
As principais causas de HPP são as '4 Ts': Tônus (atonia uterina, a mais comum), Trauma (lacerações, inversão uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).
A ocitocina é um uterotônico que age nos receptores do miométrio, promovendo contrações rítmicas e intensas do útero, o que ajuda a comprimir os vasos sanguíneos e controlar o sangramento.
Se a ocitocina não for suficiente, outras opções incluem metilergometrina (contraindicada em hipertensas), misoprostol (prostaglandina E1) e carboprost (prostaglandina F2 alfa, contraindicada em asmáticas).
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