UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Logo após a dequitação da placenta, a paciente apresentou forte hemorragia. De acordo com o protocolo de hemorragia pós-parto, a principal causa e o tratamento imediato mais adequado deste sangramento é:
Hemorragia pós-parto imediata → principal causa é hipotonia uterina; tratamento inicial = massagem uterina + uterotônicos.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica e a principal causa de mortalidade materna. A atonia uterina (hipotonia) é responsável por cerca de 70-80% dos casos. O tratamento inicial e mais importante envolve a massagem uterina bimanual e a administração de uterotônicos para promover a contração do útero e oclusão dos vasos sanguíneos.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após um parto vaginal ou 1000 mL após um parto cesariano, dentro das primeiras 24 horas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, e o reconhecimento e manejo rápidos são cruciais. A principal causa de HPP é a atonia uterina, que ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após a dequitação da placenta, deixando os vasos sanguíneos abertos e sangrando. Outras causas incluem trauma do trato genital, retenção de restos placentários e coagulopatias. A fisiopatologia da atonia uterina envolve a falha das fibras musculares do miométrio em se contrair e comprimir os vasos espiralados que irrigavam a placenta. Fatores de risco incluem multiparidade, gestação múltipla, polidramnia, macrossomia fetal, trabalho de parto prolongado, uso de ocitocina em altas doses e corioamnionite. O tratamento imediato da HPP por atonia uterina consiste em medidas não farmacológicas e farmacológicas. A massagem uterina bimanual é a primeira e mais importante intervenção, estimulando a contração uterina. Simultaneamente, devem ser administrados uterotônicos, sendo a ocitocina a primeira escolha. Em casos refratários, outras opções como metilergonovina, misoprostol ou carboprost podem ser utilizadas. Além disso, é fundamental garantir acesso venoso, iniciar reposição volêmica, monitorar sinais vitais e considerar a transfusão sanguínea se necessário. O manejo ativo do terceiro período do parto, que inclui a administração de ocitocina após o nascimento do ombro anterior do bebê, tração controlada do cordão e massagem uterina após a dequitação da placenta, é uma medida preventiva eficaz contra a HPP.
As principais causas de hemorragia pós-parto são conhecidas como os '4 Ts': Tônus (atonia uterina, a mais comum), Trauma (lacerações de colo, vagina ou períneo), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias).
A massagem uterina bimanual é uma intervenção de primeira linha e imediata para a atonia uterina. Ela estimula a contração do miométrio, comprimindo os vasos sanguíneos e reduzindo o sangramento, sendo frequentemente realizada enquanto se preparam os uterotônicos.
Os uterotônicos mais comumente utilizados incluem ocitocina (primeira escolha), metilergonovina, misoprostol e carboprost. A escolha e a sequência dependem da disponibilidade, contraindicações e resposta da paciente.
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