IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Na hemorragia pós-parto (HPP), quais são as quatro principais causas, conhecidas como os “4 Ts”, e como cada uma contribui para a condição?
HPP = 4 Ts: Tônus (atonia), Trauma, Tecido (retenção), Trombina (coagulopatia).
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma emergência obstétrica e suas causas são classicamente categorizadas nos '4 Ts': Tônus (atonia uterina, a mais comum), Trauma (lacerações, ruptura uterina), Tecido (retenção de restos placentários) e Trombina (coagulopatias preexistentes ou adquiridas). A identificação rápida da causa é crucial para o manejo eficaz.
A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após o parto vaginal ou 1000 mL após o parto cesariano, ou qualquer perda que cause instabilidade hemodinâmica. É uma das principais causas de mortalidade materna globalmente, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. Para facilitar a identificação das causas e guiar a conduta, a HPP é classicamente categorizada pelos '4 Ts': Tônus (atonia uterina, responsável por cerca de 70-80% dos casos), Trauma (lacerações de colo, vagina ou períneo, ruptura uterina), Tecido (retenção de restos placentários ou coágulos) e Trombina (coagulopatias preexistentes, como doença de von Willebrand, ou adquiridas, como CIVD). O manejo da HPP é uma emergência e deve ser multidisciplinar, incluindo massagem uterina, administração de uterotônicos (ocitocina é a primeira linha), revisão do canal de parto e exploração uterina para remoção de restos. A reposição volêmica agressiva e, se necessário, transfusão sanguínea são vitais para estabilizar a paciente. A identificação e tratamento da causa subjacente são cruciais para o sucesso do manejo.
A causa mais comum de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, que corresponde à falha do útero em contrair-se adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário.
A retenção de tecido placentário impede a contração uterina eficaz, pois o útero não consegue se contrair completamente com a presença de restos, levando à persistência do sangramento. A remoção manual ou curetagem pode ser necessária.
As medidas iniciais no manejo da HPP incluem massagem uterina vigorosa, administração de uterotônicos (ocitocina, misoprostol), avaliação e correção de lacerações, e busca ativa por restos placentários. A reposição volêmica e o suporte hemodinâmico são cruciais.
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