HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Um paciente de 60 anos, que foi submetido a uma ressecção gástrica subtotal, apresenta dor abdominal intensa, pré-sincope e mal-estar no segundo dia pós-operatório. Ao exame físico, o abdome está tenso. e não há peristalse. PA: 90 x 50mmHg, P. 120 bpm. T: 36 °C. TEC: 4 segundos. A complicação mais provável, dentre as elencadas abaixo, é:
Dor abdominal intensa + choque hipovolêmico precoce pós-gastrectomia → Hemorragia intra-abdominal.
Um paciente no segundo dia pós-operatório de ressecção gástrica com dor abdominal intensa, sinais de choque (hipotensão, taquicardia, TEC prolongado) e abdome tenso, sem febre, tem como complicação mais provável a hemorragia intra-abdominal. A instabilidade hemodinâmica é um sinal de alarme.
A hemorragia intra-abdominal é uma complicação grave e potencialmente fatal no pós-operatório de cirurgias abdominais, como a ressecção gástrica subtotal. Sua ocorrência precoce, geralmente nos primeiros dias após o procedimento, exige alta suspeição e intervenção imediata. A importância clínica reside na rápida deterioração do paciente devido à perda volêmica e no risco de choque hipovolêmico, que pode levar à falência de múltiplos órgãos se não for prontamente tratado. A fisiopatologia envolve o sangramento de vasos não ligados adequadamente, falha de hemostasia ou lesão inadvertida de estruturas vasculares durante a cirurgia. O diagnóstico é baseado na tríade clássica de dor abdominal intensa, sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado) e sinais de irritação peritoneal (abdome tenso, ausência de peristalse). A ausência de febre e a temperatura normal (ou até hipotermia por choque) ajudam a diferenciar de quadros infecciosos. O tratamento é emergencial e visa a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva e a identificação e controle da fonte do sangramento, que frequentemente requer reintervenção cirúrgica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da eficácia do tratamento. Pontos de atenção incluem a monitorização contínua dos sinais vitais no pós-operatório e a valorização de qualquer alteração hemodinâmica ou dor abdominal desproporcional.
Os sinais incluem dor abdominal intensa, distensão abdominal, taquicardia, hipotensão, palidez, sudorese, tontura ou pré-síncope, e tempo de enchimento capilar prolongado. A queda do hematócrito pode ser um achado tardio.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos (cristaloides), monitoramento rigoroso dos sinais vitais, exames laboratoriais (hemograma, coagulograma) e avaliação rápida para determinar a fonte do sangramento, frequentemente exigindo reintervenção cirúrgica.
A hemorragia geralmente se manifesta com instabilidade hemodinâmica precoce e sinais de choque, sem febre inicial. O íleo causa distensão e vômitos, mas raramente choque. A sepse cursa com febre, leucocitose e sinais de inflamação sistêmica, que podem ser mais tardios.
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