Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
No tratamento da hemorragia aguda por varizes esofágicas, podemos afirmar:
Hemorragia por varizes esofágicas: tratamento rápido e sistemático → ↑ chance de recuperação.
A hemorragia aguda por varizes esofágicas é uma emergência médica grave com alta mortalidade. O sucesso do tratamento depende de uma abordagem rápida, sistemática e multidisciplinar, incluindo ressuscitação volêmica, drogas vasoativas, antibioticoprofilaxia e terapia endoscópica precoce.
A hemorragia aguda por varizes esofágicas é uma das complicações mais graves da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representa uma emergência médica com alta taxa de mortalidade. A rápida identificação e intervenção são cruciais para o prognóstico do paciente. A abordagem sistemática e multidisciplinar é fundamental para o sucesso do tratamento, visando à estabilização hemodinâmica e ao controle do sangramento. O manejo inicial inclui a ressuscitação volêmica cuidadosa para manter a perfusão tecidual sem exacerbar a hipertensão portal, a proteção das vias aéreas em pacientes com encefalopatia ou sangramento ativo, e o início precoce de drogas vasoativas como terlipressina ou octreotide para reduzir o fluxo sanguíneo esplâncnico. A antibioticoprofilaxia é essencial, pois infecções são comuns e aumentam o risco de ressangramento e mortalidade. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada nas primeiras 12 horas para confirmar o diagnóstico e aplicar a terapia endoscópica, sendo a ligadura elástica a técnica de escolha. Em casos de falha da terapia endoscópica ou sangramento refratário, outras opções incluem o tamponamento com balão (medida temporária), a colocação de TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular) ou, em situações extremas, a cirurgia de emergência. A recuperação do paciente está diretamente ligada à rapidez e eficácia do tratamento inicial, bem como à gravidade da doença hepática subjacente, avaliada por escores como Child-Pugh e MELD.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos e hemoderivados, proteção das vias aéreas se necessário, início de drogas vasoativas (terlipressina ou octreotide) e antibioticoprofilaxia. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada o mais rápido possível para diagnóstico e tratamento.
A ligadura elástica endoscópica é o tratamento endoscópico de primeira linha para o controle da hemorragia aguda por varizes esofágicas. A escleroterapia pode ser uma alternativa se a ligadura não for tecnicamente viável ou disponível.
O tamponamento com balão (Sengstaken-Blakemore ou Linton-Nachlas) é uma medida temporária de resgate, indicada em casos de hemorragia maciça e refratária que não responde à terapia farmacológica e endoscópica inicial, ou como ponte para um tratamento definitivo como o TIPS.
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