Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Hemorragia periventricular e intraventricular são comorbidades encontradas com frequência variável em prematuros com menos de 31 semanas gestacionais, dependendo da idade gestacional e da assistência no pré-natal, no parto e ao recém-nascido.São medidas que, se aplicadas oportunamente, reduzem a ocorrência dessas comorbidadesI administração de corticosteroide após 14 dias de ventilação mecânica.II administração de corticosteroide antenatal entre 26 e 34 semanas gestacionais.III assistência ventilatória não invasiva.IV manuseio mínimo.Estão certos apenas os itens
Prevenção HPIV/HPIV em prematuros: Corticoide antenatal, VNI e manuseio mínimo.
A hemorragia periventricular e intraventricular (HPIV/HPIV) é uma complicação grave da prematuridade. Medidas como a administração de corticosteroide antenatal, a assistência ventilatória não invasiva e o manuseio mínimo do recém-nascido são cruciais para reduzir sua incidência, protegendo o cérebro do prematuro.
A hemorragia periventricular e intraventricular (HPIV/HPIV) é uma das comorbidades neurológicas mais sérias e frequentes em recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles com menos de 31 semanas de idade gestacional. Sua ocorrência está diretamente relacionada à imaturidade da matriz germinativa e à labilidade do fluxo sanguíneo cerebral, tornando o cérebro do prematuro extremamente vulnerável a insultos hipóxico-isquêmicos e flutuações hemodinâmicas. A prevenção da HPIV/HPIV é multifacetada e envolve uma série de intervenções aplicadas no pré-natal, parto e pós-parto imediato. A administração de corticosteroide antenatal entre 26 e 34 semanas gestacionais é uma medida comprovadamente eficaz, pois acelera a maturação pulmonar e vascular, estabilizando a microvasculatura cerebral. Além disso, a assistência ventilatória não invasiva, como CPAP ou ventilação com pressão positiva intermitente nasal, minimiza as variações de pressão intratorácica e cerebral, reduzindo o risco de hemorragia. O manuseio mínimo do recém-nascido, evitando manipulações excessivas e estresse, também é crucial para manter a estabilidade hemodinâmica e prevenir flutuações no fluxo sanguíneo cerebral. Por outro lado, a administração de corticosteroide após 14 dias de ventilação mecânica é uma estratégia para displasia broncopulmonar e não para prevenção de HPIV/HPIV, podendo inclusive ter efeitos adversos no neurodesenvolvimento. Portanto, a combinação de corticosteroide antenatal, ventilação não invasiva e manuseio mínimo representa as melhores práticas para reduzir a incidência e gravidade dessa devastadora complicação.
A HPIV/HPIV em prematuros é causada pela fragilidade dos vasos da matriz germinativa e pela imaturidade da autorregulação do fluxo sanguíneo cerebral, tornando o cérebro vulnerável a flutuações hemodinâmicas.
O corticosteroide antenatal acelera a maturação pulmonar e vascular, estabilizando a microvasculatura cerebral e reduzindo a incidência e gravidade da HPIV/HPIV em recém-nascidos prematuros.
A ventilação não invasiva minimiza as flutuações de pressão intratorácica e cerebral, enquanto o manuseio mínimo reduz o estresse e as alterações hemodinâmicas, ambos contribuindo para a estabilidade cerebral e a prevenção da HPIV/HPIV.
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