PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, previamente hipertenso, diabético e com histórico de tabagismo, é admitido no Pronto Atendimento pela neurocirurgia confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, vômitos, e déficit motor à esquerda. O exame neurológico revela hemiparesia esquerda, e a pressão arterial é de 200/110 mmHg. A equipe solicita uma tomografia de crânio sem contraste para avaliação inicial.\\n\\n\\nFonte: Galván, O. & Contreras, J.M. & Serrano, A. & Gómez, A. & Casado, J.M. & Martí, P.. (2017). Neurología. 34. 10.1016/j.nrl.2016.12.002.\\n\\nConsiderando o diagnóstico de hemorragia intraparenquimatosa, qual deve ser a meta pressórica inicial para o controle da pressão arterial, segundo a diretriz mais atualizada da American Stroke Association?
AVCh agudo (PAS 150-220 mmHg) → Redução aguda da PAS para alvo de 140 mmHg é segura e eficaz.
O controle pressórico rigoroso no AVCh visa limitar a expansão do hematoma sem comprometer a perfusão cerebral em áreas de penumbra, sendo 140 mmHg o alvo recomendado.
A hemorragia intraparenquimatosa (HIP) representa cerca de 10-15% de todos os acidentes vasculares cerebrais, mas possui maior morbimortalidade. A hipertensão arterial crônica é o principal fator de risco. Na fase aguda, a elevação da PA é comum e está associada ao crescimento do hematoma e edema peri-hematomal. As diretrizes atuais enfatizam que, em pacientes sem contraindicações e com PAS entre 150-220 mmHg, o alvo de 140 mmHg deve ser atingido rapidamente (em até 1 hora) e mantido. Valores de PAS > 220 mmHg exigem redução agressiva com monitorização invasiva da PA. O equilíbrio entre evitar a expansão do hematoma e manter a pressão de perfusão cerebral (PPC) é o pilar do tratamento neurocrítico.
O principal objetivo é prevenir a expansão do hematoma, que ocorre frequentemente nas primeiras horas após o evento inicial e está diretamente relacionada ao pior prognóstico neurológico e mortalidade.
Para pacientes com PAS entre 150 e 220 mmHg, a redução aguda da PAS para 140 mmHg é considerada segura e pode ser eficaz para melhorar o desfecho funcional, conforme os estudos INTERACT-2 e ATTACH-2.
Drogas de infusão contínua e fácil titulação são preferidas, como labetalol, nicardipina ou clevidipina. Deve-se evitar o nitroprussiato de sódio devido ao risco de aumento da pressão intracraniana.
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