PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, previamente hipertenso, diabético e com histórico de tabagismo, é admitido no Pronto Atendimento pela neurocirurgia confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, vômitos, e déficit motor à esquerda. O exame neurológico revela hemiparesia esquerda, e a pressão arterial é de 200/110 mmHg. A equipe solicita uma tomografia de crânio sem contraste para avaliação inicial. Fonte: Galván, O. & Contreras, J.M. & Serrano, A. & Gómez, A. & Casado, J.M. & Martí, P.. (2017). Neurología. 34. 10.1016/j.nrl.2016.12.002. Com base na tomografia de crânio, qual é o diagnóstico mais provável?
Hipertenso + déficit neurológico agudo + vômitos + PA elevada + TC sem contraste com hiperdensidade → Hemorragia intraparenquimatosa.
O quadro clínico de início súbito com déficit neurológico focal (hemiparesia), rebaixamento do nível de consciência, vômitos e hipertensão arterial descontrolada em um paciente com múltiplos fatores de risco (hipertensão, diabetes, tabagismo) é altamente sugestivo de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. A tomografia de crânio sem contraste é o exame de escolha para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico, mostrando hiperdensidade na hemorragia.
A hemorragia intraparenquimatosa (HIP) é um tipo de Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, caracterizada pelo extravasamento de sangue para o parênquima cerebral. É uma emergência neurológica grave, com alta morbimortalidade, e sua incidência está fortemente associada a fatores de risco como hipertensão arterial sistêmica mal controlada, que é a causa mais comum, além de diabetes, tabagismo e uso de anticoagulantes. O quadro clínico da HIP é tipicamente de início súbito, com sintomas que refletem a localização e o volume do sangramento. Manifestações comuns incluem cefaleia intensa, vômitos, rebaixamento do nível de consciência, convulsões e déficits neurológicos focais (como hemiparesia ou afasia). A presença de hipertensão arterial sistêmica no momento da admissão é frequente e pode indicar a etiologia hipertensiva. O diagnóstico rápido é crucial e é realizado primariamente pela tomografia de crânio sem contraste, que demonstra a hemorragia como uma área hiperdensa no parênquima cerebral. O manejo inicial foca na estabilização do paciente, controle da pressão arterial para evitar ressangramento e expansão do hematoma, e avaliação neurocirúrgica para casos selecionados. A diferenciação rápida entre AVC isquêmico e hemorrágico é fundamental, pois as abordagens terapêuticas são distintas e, em alguns casos, opostas.
Os sinais incluem início súbito de cefaleia intensa, vômitos, rebaixamento do nível de consciência, déficits neurológicos focais (como hemiparesia) e, frequentemente, hipertensão arterial grave.
A TC de crânio sem contraste é o exame de imagem de escolha na emergência para diferenciar rapidamente um AVC isquêmico de um hemorrágico, visualizando a hemorragia como uma área hiperdensa no parênquima cerebral.
Os principais fatores de risco são hipertensão arterial sistêmica mal controlada, idade avançada, uso de anticoagulantes, angiopatia amiloide cerebral e malformações vasculares.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo