SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Você está na emergência e avalia em sala vermelha, H.J.S., masculino, 63 anos, informando que há 2 horas apresentou quadro súbito de hemiparesia direita completa e proporcionada, grau 3. O colega que o antecedeu solicitou uma tomografia que veio com a seguinte laudo: área hiperdensa com efeito de massa, localizado em núcleos da base à direita discreto edema perilesional, sugestivo de hematoma intraparenquimatoso. Sem antecedentes patológicos pregressos. Ao exame: Estado Geral regular, acordado, consciente, Glasgow 15, ACV: RCR 2T BNF s/S FC: 84 bpm, PA: 220/140mmHg, aparelho respiratório e abdômen normais. Diante do caso qual a conduta indicada no que tange ao manejo da pressão arterial (PA):
AVC hemorrágico com PA > 220/120 mmHg → reduzir PA para 140/90 mmHg com drogas IV.
Em pacientes com hemorragia intraparenquimatosa e PA sistólica > 220 mmHg, a redução agressiva da PA para 140 mmHg é recomendada para limitar a expansão do hematoma, utilizando agentes intravenosos de ação rápida como o nitroprussiato de sódio.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico intraparenquimatoso é uma emergência neurológica grave, caracterizada pelo sangramento dentro do parênquima cerebral. A hipertensão arterial é o principal fator de risco e, frequentemente, a causa imediata do sangramento. O manejo adequado da pressão arterial (PA) é um pilar fundamental do tratamento agudo, visando limitar a expansão do hematoma e reduzir o risco de deterioração neurológica. A fisiopatologia da expansão do hematoma está diretamente relacionada à pressão de perfusão cerebral e à integridade dos vasos sanguíneos. Pressões arteriais muito elevadas aumentam a força de cisalhamento nas paredes dos vasos lesionados, promovendo o extravasamento contínuo de sangue. Por outro lado, uma redução excessiva da PA pode comprometer a perfusão em áreas cerebrais adjacentes ao hematoma, que já podem estar em sofrimento isquêmico. As diretrizes atuais recomendam um controle rigoroso da PA. Para pacientes com PA sistólica > 220 mmHg, a redução imediata para uma meta de 140 mmHg sistólica é indicada, utilizando agentes anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida e tituláveis, como o nitroprussiato de sódio, labetalol ou nicardipino. Para pacientes com PA sistólica entre 150-220 mmHg, a meta é manter a PA sistólica em 140 mmHg. O nimodipino, um bloqueador dos canais de cálcio, é usado para prevenir vasoespasmo em hemorragia subaracnoidea, não sendo a primeira escolha para o controle agudo da PA em hemorragia intraparenquimatosa.
O objetivo principal é prevenir a expansão do hematoma, que é a principal causa de deterioração neurológica precoce. Um controle adequado da PA reduz o risco de ressangramento e melhora o prognóstico.
Agentes intravenosos de ação rápida e curta duração são preferidos, como nitroprussiato de sódio, labetalol ou nicardipino, permitindo um controle preciso e ajustável da pressão arterial.
Para pacientes com PA sistólica > 220 mmHg, a meta é reduzir a PA para 140 mmHg sistólica. Para PA sistólica entre 150-220 mmHg, a meta é manter a PA sistólica em 140 mmHg.
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