IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
Em um quadro agudo, o exame padrão-ouro para se detectar a presença de hemorragia intracraniana é a
Hemorragia intracraniana aguda → TC de crânio sem contraste é padrão-ouro.
Em quadros agudos de suspeita de hemorragia intracraniana, a tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame de escolha devido à sua rapidez, ampla disponibilidade e alta sensibilidade para detectar sangue fresco.
A hemorragia intracraniana (HIC) representa uma emergência neurológica grave, com alta morbidade e mortalidade. O diagnóstico rápido e preciso é fundamental para a tomada de decisões terapêuticas, que podem incluir manejo clínico intensivo ou intervenção neurocirúrgica. A HIC pode ser intraparenquimatosa, subaracnoidea, subdural ou epidural, cada uma com etiologias e prognósticos distintos. Em um cenário agudo de suspeita de HIC, a tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é universalmente reconhecida como o exame padrão-ouro. Sua superioridade reside na rapidez de aquisição das imagens, na ampla disponibilidade na maioria dos centros de emergência e na excelente capacidade de identificar sangue fresco, que aparece como uma área hiperdensa. A TC permite avaliar a localização, o volume do sangramento e a presença de efeitos de massa, como desvio de linha média ou hidrocefalia, que são cruciais para o planejamento terapêutico. Embora a ressonância magnética (RM) ofereça maior detalhe para certas lesões cerebrais e possa detectar sangramentos em fases subagudas ou crônicas com maior sensibilidade, sua disponibilidade limitada e o tempo de exame mais prolongado a tornam menos prática para a avaliação inicial de uma emergência hemorrágica. Portanto, para residentes e estudantes, é imperativo compreender que a TC de crânio é a primeira e mais importante ferramenta diagnóstica na suspeita de hemorragia intracraniana aguda.
A TC é mais rápida, amplamente disponível e tem alta sensibilidade para detectar sangue fresco na fase aguda, o que é crucial para o manejo imediato. A RM pode ser mais demorada e menos acessível em emergências.
Na TC, o sangue fresco aparece como uma área hiperdensa (branca) dentro do parênquima cerebral, nos ventrículos ou no espaço subaracnoide, dependendo do tipo de hemorragia.
As causas mais comuns incluem hipertensão arterial sistêmica descontrolada, aneurismas cerebrais rotos, malformações arteriovenosas, traumatismos cranioencefálicos e uso de anticoagulantes.
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