SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A hemorragia gastrointestinal (GI) aguda é um problema clínico comum, com diversas manifestações. Tal sangramento pode variar de trivial a maciço e pode originar-se quase de qualquer região do trato GI, incluindo pâncreas, fígado e árvore biliar. Embora nenhum grupo demográfico seja poupado, a incidência anual de cerca de 170 casos por 100.000 adultos aumenta constantemente com o avanço da idade, e a doença é levemente mais comum em homens do que em mulheres. O manejo desses pacientes frequentemente é multidisciplinar, envolvendo serviços de emergência clínica, gastroenterologia, cuidados intensivos, operação e radiologia intervencionista. Segundo o tema, assinale a alternativa CORRETA:
Vômitos prévios → Laceração de Mallory-Weiss; Perda de peso + sangramento GI → Suspeita de malignidade.
A anamnese detalhada é fundamental na hemorragia gastrointestinal, pois sintomas como vômitos repetidos sugerem laceração de Mallory-Weiss, enquanto a perda de peso associada ao sangramento deve sempre levantar a suspeita de neoplasias malignas, guiando a investigação diagnóstica.
A hemorragia gastrointestinal (HGI) aguda é uma emergência médica comum, com morbimortalidade significativa. Sua apresentação clínica varia de sangramento oculto a hemorragia maciça, e a etiologia pode ser diversa, incluindo úlceras pépticas, varizes esofágicas, esofagite, angiodisplasias, lesões de Dieulafoy e neoplasias. A incidência aumenta com a idade e é ligeiramente mais comum em homens. O manejo exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo emergencistas, gastroenterologistas, intensivistas e radiologistas intervencionistas. A anamnese e o exame físico são cruciais para guiar a investigação. Vômitos repetidos ou esforço para vomitar antes da hematêmese são altamente sugestivos de laceração de Mallory-Weiss, que são lacerações mucosas na junção gastroesofágica. Por outro lado, a perda de peso inexplicada associada ao sangramento gastrointestinal, seja alto ou baixo, deve sempre levantar a suspeita de uma doença maligna subjacente, como câncer gástrico ou colorretal, exigindo uma investigação endoscópica aprofundada. Outras causas importantes incluem angiodisplasias, que são malformações vasculares mais comuns no trato GI baixo, e lesões de Dieulafoy, que são vasos submucosos anormais que erodem a mucosa, mais frequentemente no estômago proximal. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica, seguida pela identificação da fonte do sangramento e tratamento específico, que pode incluir endoscopia terapêutica, embolização angiográfica ou cirurgia. Para residentes, o reconhecimento rápido dos padrões clínicos e a priorização da investigação são essenciais.
Os principais sinais incluem hematêmese (vômito de sangue), melena (fezes escuras e pegajosas) e, em casos graves, choque hipovolêmico. Dor epigástrica e dispepsia também podem estar presentes.
A laceração de Mallory-Weiss é tipicamente precedida por vômitos intensos ou esforço para vomitar, seguidos de hematêmese. A endoscopia digestiva alta confirma o diagnóstico, mostrando lacerações na junção gastroesofágica.
A suspeita de malignidade deve ser alta em pacientes com sangramento GI que apresentam perda de peso inexplicada, anemia ferropriva crônica, alterações do hábito intestinal ou idade avançada, exigindo investigação endoscópica e/ou por imagem.
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