Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020
Mulher de 54 anos, apresentando 3 episódios de hematoquezia há 2 horas, chegou ao pronto-socorro com quadro de hipotensão, taquicardia e sudorese. No exame físico: PA= 90x60 mmHg, FC=110 bpm e palidez cutânea. Realizada passagem de sonda nasogástrica com saída de bile. Visando uma abordagem bem definida e lógica para essa paciente com hemorragia gastrointestinal aguda, qual a próxima conduta?
Hematoquezia + instabilidade hemodinâmica + SNG com bile (sem sangue) → EDA é a próxima conduta para investigar HDA/duodenal.
Embora a paciente apresente hematoquezia e a sonda nasogástrica com bile (sem sangue) sugira que a fonte não é do esôfago ou estômago, a instabilidade hemodinâmica exige uma investigação rápida. A EDA é o exame de escolha para HDA e pode identificar sangramentos duodenais, que podem se apresentar com hematoquezia em casos maciços.
A hemorragia gastrointestinal aguda é uma emergência médica comum, com alta morbimortalidade, especialmente em pacientes com instabilidade hemodinâmica. A apresentação clínica pode variar de melena a hematoquezia, e a rápida avaliação e estabilização do paciente são cruciais. A diferenciação entre hemorragia digestiva alta (HDA) e baixa (HDB) é o primeiro passo para o manejo adequado. A passagem de uma sonda nasogástrica é uma ferramenta diagnóstica inicial importante. A presença de sangue fresco ou em borra de café no aspirado gástrico confirma HDA. A presença de bile sem sangue, como no caso, sugere que a fonte é distal ao piloro, mas não exclui HDA duodenal ou um sangramento maciço de HDA que passou rapidamente. A hematoquezia, embora classicamente associada à HDB, pode ser um sinal de HDA maciça. A endoscopia digestiva alta (EDA) é o método diagnóstico e terapêutico de escolha para HDA, permitindo identificar a lesão sangrante e realizar hemostasia. Em casos de instabilidade hemodinâmica, a EDA deve ser realizada após a estabilização inicial do paciente. Se a SNG for negativa para sangue e a suspeita de HDB for alta, a colonoscopia ou outros exames de imagem podem ser considerados, mas a EDA ainda é frequentemente a primeira linha para excluir HDA.
A sonda nasogástrica ajuda a determinar se a fonte do sangramento é do trato gastrointestinal superior. A presença de sangue fresco ou em borra de café indica HDA. A presença de bile sem sangue sugere que a fonte é distal ao piloro, mas não exclui HDA duodenal.
A hematoquezia, embora mais comum em HDB, pode ocorrer em hemorragias digestivas altas maciças e de trânsito rápido, onde o sangue não tem tempo de ser digerido e se apresenta como sangue vivo nas fezes.
As prioridades são a estabilização hemodinâmica (acesso venoso, fluidos, transfusão se necessário), seguida pela localização e controle da fonte do sangramento, geralmente por endoscopia (EDA ou colonoscopia, dependendo da suspeita).
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